universidade católica jornal do centro
btl 202500363
missa sé diocese bispo padres
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
aluguer aluga-se casas

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
roberto rodrigues escanção
CVRDao_2
March-711-4
Home » Notícias » Colunistas » O papel do treinador no desenvolvimento pessoal e social dos atletas

O papel do treinador no desenvolvimento pessoal e social dos atletas

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
27.08.25
partilhar
 O papel do treinador no desenvolvimento pessoal e social dos atletas

por
Pedro Calix

A participação dos jovens no desporto potencia o seu desenvolvimento pessoal e social, para além de fomentar a capacidade de aprender formas adaptadas de competir e cooperar com outras pessoas. Através da prática desportiva podem aprender a correr riscos, a ter compromisso pessoal, autocontrole e também lidar com o sucesso e com o fracasso. Entretanto, a participação por si só, não significa que tais propósitos sejam alcançados. O fator mais importante na realização destes propósitos relaciona-se com a maneira como a aprendizagem é estruturada e supervisionada pelos adultos. Nota-se desta forma, que o desporto permite muito mais do que, simplesmente, a aquisição de habilidades, sendo sobretudo, uma ferramenta muito útil no processo de formação pessoal e social de crianças e jovens.

De fato, dentro do ambiente de prática desportiva de crianças e jovens, os treinadores influenciam fortemente a natureza e a qualidade das experiências desportivas. Os objetivos que eles promovem, as atitudes e valores que transmitem e a natureza das suas interações com os atletas podem claramente influenciar os efeitos da participação desportiva.

O treinador tem a responsabilidade de acompanhar os seus jogadores a adquirir habilidades motoras, melhorar a aptidão física, aumentar as aprendizagens ao nível cognitivo e afetivo, sendo fundamental a criação de um ambiente positivo no processo ensino-aprendizagem.

Uma forma de intervenção bastante presente no ambiente desportivo, diz respeito à atitude dos treinadores em relação ao erro dos seus atletas. Para que o jogador seja capaz de avaliar a sua aprendizagem e procurar fundamentos que expliquem o erro que cometeu, é necessário que ele perceba que não foi ele que errou, mas sim a ação que realizou; dando-se assim, um carácter mais construtivista ao erro no processo de ensino-aprendizagem. Por tudo isto, exige-se por parte do treinador o entendimento de que mais do que existirem erros, existem experiências de aprendizagem, que necessitam de ser interpretadas pelos praticantes, no sentido de estes compreenderem o que de fato necessita de ser melhorado. Deste modo, as fragilidades são encaradas como algo natural, e que decorrem da própria prática, sendo consequentemente criadas condições para o desenvolvimento das competências desejadas.

Na verdade, existem algumas recomendações básicas que motivam os jogadores: evidenciação de uma abordagem positiva dos treinadores no destaque do reforço e do estímulo de comportamentos desejáveis; incentivo dos atletas sempre que exista um erro; provimento de instrução técnica de uma forma que apoie e incentive os atletas. Ao invés, os treinadores devem evitar usar abordagens negativas, nas quais, a punição e a crítica são usadas para acabar com comportamentos indesejáveis, ou seja, estes comportamentos levam a uma diminuição do divertimento no desporto, uma aversão ao treinador e ao surgimento do stress.

O papel do treinador passa por uma série de atividades, com finalidades de formação não só desportiva, mas também pessoal e social, sendo crucial o recurso a estratégias sequenciais promotoras do desenvolvimento de competências ecléticas.

Não se fala muito do Modelo de Educação Desportiva, mas na minha opinião é bastante importante abordar até porque é um modelo desenvolvido para o ensino e é essencial que o treinador intervenha segundo três grandes eixos:

  1. Desenvolvimento da competência desportiva – Uma pessoa desportivamente competente tem habilidades suficientes para participar nos jogos satisfatoriamente, entender e executar estratégias apropriadas para a complexidade do jogo, e é um jogador culto nos jogos em geral.
  2. Desenvolvimento da literacia desportiva – Uma pessoa desportivamente culta entende e valoriza as regras, rituais e tradições do desporto e distingue entre as boas e más práticas desportivas, tanto no desporto para crianças quanto no profissional. É também um participante mais hábil e um consumidor mais perspicaz, enquanto fã ou espectador.
  3. Promoção do entusiasmo pela prática desportiva – Uma pessoa desportivamente entusiasmada participa e comporta-se de forma que preserve, proteja e aumente a cultura desportiva, além disso é uma pessoa que se envolve.

Assim, as crianças e jovens ligados à prática desportiva, são ensinadas de uma maneira onde mais importante do que fazer, está o saber como fazer, o jovem praticante mais do que um fazedor tem de ser um pensador daquilo que se determina a realizar, da forma como realiza e dos resultados que obtém.

O treinador passa a ter um papel mais construtivista, tendo a tarefa de considerar a existência de diferenciação ao nível do conhecimento e da experiência de cada praticante na aplicação de formas de abordagens apropriadas com vista ao sucesso.

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

Jornal do Centro

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

Colunistas

Procurar