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No próximo sábado dia 13, pelas 15h00, no Museu Nacional Grão Vasco, Jorge Marques lançará mais um livro, intitulado “Não me levem as memórias”.
Segundo o autor, não há como um livro para guardar as memórias, porque ele é a extensão dessa memória e imaginação. “Um livro para nos fazer refletir sobre outras formas de olhar a memória, porque dá mais importância ao porque me lembro, do que ao porque me esqueço? Um livro onde vivem memórias de sons e liberdade. É sobretudo sobre as nossas raízes, lugares de culto e pessoas da memória de Viseu. Memórias que servem passado, presente e futuro, não tem tempo! Que memórias são essas?”, questiona Jorge Marques.
A resposta é dada pelo próprio escritor. São memórias dos nossos avós que combateram na 1ª Guerra Mundial; memórias das primeiras músicas que ouvimos ainda na barriga das nossas mães; memórias daqueles amigos que nos marcaram; memórias dos tempos do Liceu Nacional de Viseu, daqueles professores que nos ficaram na memória, alguns das disciplinas sem nota: O Padre Tavares na Moral, quando nos queixávamos da infelicidade levava-nos a visitar os presos e os doentes graves; o Pipa na Ginástica, que nos quebrava a espinha nos saltos do pelintro; o Beethoven no Canto Coral, queria ensinar-nos a ler e a ouvir a música clássica…Fernanda Moreira e Albano Martins no Português, esses deixaram-nos o amor pelo ler e escrever. A Festa dos Finalistas (Colagem dos Cartazes, Baile e o Livro).
O Viseu do Cine Rossio, das noites de 5 escudos, das figuras típicas, da Radio Pirata Pop Norte, das tascas, quintas e adegas. O Viseu Aeroespacial em 1965, quando dois amigos lançaram foguetões no Fontelo e Campo da Aviação e isso foi notícia em Portugal inteiro e até na NASA. O Viseu do Rock, com os Tubarões feitos Embaixadores de Viseu pelo Governador Civil, porque segundos classificados num grande concurso nacional e pela sua brilhante carreira. A cultura dos bichos da seda, os banhos no Dão e no Vouga.
O Adro da Sé; 3 Bispos e um Santo que foram maiores que a cidade (Diego Ortiz de Villegas, Miguel da Silva, Alves Martins e S. Teotónio). As 7 Portas da Muralha, as Sete Ruas, a Praça D. Duarte como o verdadeiro altar de Viseu, o porto onde clero, nobreza e povo primeiro festejaram a nossa partida para o mar, para Ceuta.
Memórias de Fernando Pessoa quando nos diz que trazemos os genes de Viriato e do Infante D. Henrique e a que acrescentamos Afonso Henriques. Onde e como Viriato e o Infante se juntam? Que herança nos deixaram? Memórias do Mondego de Viriato, o Munda, o seu caminho até a foz! Está ali parte da nossa história, da montanha ao mar, de Viriato ao Infante… e o Mondego a correr em nossas veias!