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por
Filipe André
Na primeira “silly season” do ano, na efeméride de passagem de ano, somos levados pelos media ao ano novo na Austrália, ao fogo de artificio da Madeira, às reportagens provincianas de passagens de ano glamourosamente “silly”, e também ás mil e uma promessas inglórias que cada um de nós faz a si próprio, como deixar de fumar, as dietas, e em alguns casos, apenas alguns, ser um melhor tipo(a), melhor pai ou mãe, entre outras vontades mais
honestas. Penso que que ser um individuo(a) que quer ser melhor que o ano anterior é um bom princípio, até porque todas as outras intenções cabem perfeitamente aqui.
Há também, quem lance foguetes, para receber o ano em festa, e há quem o faça com misseis, rockets e outra artilharia, mas claro, completamente alienado da esperança que um ano novo deverá representar para toda uma humanidade.
Surge igualmente, na primeira “silly season” do novo ano, a posição e previsão dos astros para os próximos 365 dias que teremos pela frente.
Num post digital de uma figura especialista nesses assuntos do cosmo, e repito, especialista, e é a mínima relevância que se pode atribuir a alguém que tem uma quantidade astronómica de seguidores e sequazes, retive que este ano de 2026, seria em boa parte um flashback de anos já passados, como o de 1789 quando rolaram as cabeças dos Reis de França com a Revolução Francesa, ou como por exemplo em 1989, a queda do muro de Berlim.
Momentos disruptivos, e, portanto, em contraponto com os poderes instalados.
O que se assemelha nos céus de 2026 a esses períodos, ao que percebi, é que a energia cósmica, dos astros, fará com que o velho poder possa deixar de ter o seu espaço maléfico e hediondo, retribuindo essa tarefa a quem na verdade ele pertence, como acontecera no passado.
Referia-se a quê? E a quem? À Sociedade? Às atrocidades praticadas?
Estou empolgado e fantasista. Não me interpretem mal, ás vezes temos que nos agarrar a alguma coisa. Digo eu…
Mas, pergunta o leitor? De onde vem esta panaceia astrológica? Este mantra cósmico hipoteticamente surrealista?
Romantizando, lembrei-me também que temos eleições à porta. Presidenciais. Desta vez com uma panóplia notável de candidatos, mas com intenções distintas. Sendo que uns apenas se apresentam para a cata das subvenções partidárias e que, entretanto, ficam pelo caminho, desacreditados como é hábito. Outros há, com interesses bem definidos na senda dos velhos poderes, os tais velhos poderes, do facilitismo, do lobby, do ser grande de tão pequeno que se é, e que se esquecem tenazmente que a política é um ato nobre, de servir os outros, ao invés de se servirem a si próprios.
Depois, ainda existem, e, quero crer profundamente, a participação de uns distintos que “apenas” tencionam representar os portugueses.
Ora bem, de acordo com a previsão astrológica, há mais que um candidato, diria dois, até três que ficam logo pelo caminho com estes céus.
Entenda-se.
Um, que nada mais fez que andar pelos meandros da política em préstimos e facilitismos e que é o representante fiel do tal velho poder. Outro, pregador de discurso fácil, que de tão religioso que é consegue não ter medo de pecar solenemente mesmo sabendo que no seu credo, nem ele próprio acredita, mas que desafortunadamente, tantos ainda se deixam enganar.
Existe ainda um outro, afigurado de modesto, que extrai da terra os seus sustentos, mas com sociedades de elementos de anteriores governos, e que ao que parece, a maior parcela não vem da terra, mas sim, adivinhem…. das consultorias. Mais um consultor com clientes vindos sabe-se lá de onde…. Afinal, mais de consultor e menos de agricultor. Sobra então uma alta patente militar e uma figura terrestre, normal, no meu entender.
Um, habituado a comandar, com imposição e doutrina. Quem foi militar, sabe que são indivíduos com pouco jogo de cintura. São personalidades que se vão construindo em torno da imposição e norma, e da regra inflexível. Talvez não se ajuste para a política. Na política, pressuponho eu, que o nosso representante tenha conhecimento não apenas de regimentos, mas sim da sociedade civil, da sociedade dita normal.
Sobra então um último candidato, da classe média, que foi sendo reconhecido, e que ao que se sabe, deixou saudades por onde passou. No mundo empresarial ou nas instituições por onde cruzou como o Turismo de Portugal em 2016, que a título de curiosidade registou na sua direção o maior boom turístico até então. Daria um bom Presidente da República? Deixo para os astros.
Claro que tudo se trata astrologia, e vale o que vale, mas se os astros se alinhassem, seria interessante ter um Presidente da República, que se afastasse dos velhos e fétidos poderes, e que tenha impregnado a dita normalidade de mero cidadão.
E já agora, outra nota. Se as previsões dos céus forem corretas, as televisões que se cuidem, pois abre-se o precedente de deixarem de ser estas trapaças da comunicação a ditar quem ocupa os cargos de poder.
Um bom 2026! E já agora, que os astros se alinhem.
por
Maria João Alves, Vera Abreu, Filipa Fernandes
por
André Tojal, médico especialista em Cirurgia Geral no Hospital CUF Viseu
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Patrícia Queirós, médica gastrenterologista no serviço de Gastrenterologia da Unidade Local de Saúde do Algarve
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Henrique Santiago