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Caminhada em Tabuaço lembra bombeiro falecido e alerta para o glioblastoma

Valores angariados revertem para o Instituto Português de Oncologia do Porto

 Chega questiona construção de parque de estacionamento no centro histórico de Viseu
15.01.26
fotografia: Pexels
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 Chega questiona construção de parque de estacionamento no centro histórico de Viseu
15.01.26
Fotografia: Pexels
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 Caminhada em Tabuaço lembra bombeiro falecido e alerta para o glioblastoma

Cerca de 300 pessoas estão inscritas numa caminhada solidária que vai decorrer no próximo dia 17 de janeiro, em Tabuaço, em memória de Bruno Costa, bombeiro falecido em agosto de 2025, vítima de glioblastoma. A iniciativa pretende também dar visibilidade a este tipo de tumor cerebral.

De acordo com a organização, “a iniciativa pretende homenagear a vida e a luta de Bruno Costa (…), vítima de um glioblastoma, um dos tumores cerebrais mais agressivos e atualmente sem cura, e sensibilizar a população para esta doença”.

Segundo a organização, “mais do que um evento desportivo, a caminhada assume um forte caráter simbólico e solidário, reunindo participantes de várias idades num gesto coletivo de memória, união e consciencialização”. A mesma fonte refere que “a elevada adesão reflete o impacto que Bruno Costa deixou na comunidade e a vontade de transformar a dor em ação solidária”.

O glioblastoma é descrito como uma “doença pouco conhecida”. De acordo com o comunicado, Luís Rocha, o médico que acompanhou Bruno Costa, explica que “o glioblastoma é uma doença ainda pouco conhecida, mas profundamente devastadora que pode afetar pessoas de todas as idades, desde jovens a idosos, e distingue-se por um crescimento rápido e descontrolado”. 

O especialista acrescenta que “as manifestações da doença são muito diversas, podendo ir desde uma cefaleia persistente (dor de cabeça) até alterações sensitivas, motoras, visuais, da fala ou da compreensão, por vezes de forma subtil”. Mesmo quando diagnosticada numa fase inicial, sublinha que “a possibilidade de cura é ínfima ou mesmo inexistente”.

Os valores angariados com as inscrições revertem integralmente para o Instituto Português de Oncologia do Porto, destinando-se ao apoio a doentes oncológicos e à investigação científica.

O percurso da caminhada tem cerca de 5,5 quilómetros. A organização indica que o trajeto “não foi escolhido ao acaso, correspondendo a um dos percursos que Bruno Costa realizava com alguma regularidade, refletindo o seu espírito ativo”.

Bruno Costa era bombeiro e praticante regular de atividade física. Segundo a organização, “o Bruno encontrava nesse percurso um espaço de bem-estar, agora convertido num símbolo coletivo de homenagem, união e celebração da vida”.

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