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Joaquim Alexandre Rodrigues
1. Em 30 de Abril, quando Inês Bichão anunciou no Facebook que o seu livro O Lóbi como um Desafio Constitucional Multinível – O “Elefante na Sala” dos Poderes Públicos? ia “ser apresentado em várias cidades do nosso país”, imediatamente fiz saber à autora que eu pertencia “ao lóbi pela apresentação em Viseu” da referida obra. Não foi bonito, claro, meter uma cunha tão descarada. Inês, magnânima, respondeu-me da seguinte forma: “o lóbi está a tratar do assunto” e que iria partilhar “detalhes das apresentações a Norte”.
Já houve várias apresentações por gente categorizada. Por exemplo, tenho pena de não ter assistido à leitura que dele fizeram dois deputados de primeira linha do nosso parlamento: o socialista Pedro Delgado Alves e o primeiro presidente da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto.
O “lobismo”, de facto, é um “elefante na sala” que, em Portugal, captura a decisão política à descarada. Basta lembrarmo-nos do dossier “IMI das barragens” que a EDP nunca vai pagar. Mas devia.
Umas semanas antes de o Almirante ter rotulado Luís Marques Mendes como “lobista facilitador”, eu aqui, no Olho de Gato, designei-o como “lobista cochicheiro”, num texto em que, no último parágrafo, perguntei ao eleitorado conservador se queria mesmo levar aquele lobista à segunda volta. Aparentemente, a acreditar nas sondagens, o eleitorado não quer. E faz bem em não querer.
Reparo que estou a atropelar as ideias do livro de Inês Bichão que, com coragem e método, tenta desfazer a ideia, a arreigada ideia, de que o lobismo é sinónimo de corrupção. Não é, afirma Inês, o lobismo pode ser uma manifestação legítima dos interesses, desde que seja regulamentado. A maneira informal, “cochichada”, em que é exercido é que torna tudo mais opaco, cria assimetrias, torna imprescindíveis as agendas de contactos dos “facilitadores”, perverte e captura a decisão política.
Lobismo, um assunto sério e árido. Inês Bichão vê uma ponta por onde lhe pegar: como, na UE, o lóbi está regulamentado, os legisladores portugueses não precisam de inventar a roda, já há trabalho feito que podem importar, aliás, acomodando constitucionalidade multinível, nacional e comunitária. Para que se cochiche menos e haja mais transparência.
2. O radical André Ventura, o liberal João Cotrim, o justicialista Gouveia e Melo e o governamental Marques Mendes travaram uma luta surda a ver qual deles representava melhor um fantasma vivo (Pedro Passos Coelho) e um fantasma morto (Francisco Sá Carneiro — em Viseu, Ventura e o Almirante até fizeram uma romaria à estátua).
Balanço da campanha eleitoral que acaba hoje:
— à direita, fantasmas, campanhas negras, guerra-civil, luta pela hegemonia;
— à esquerda, um adulto tranquilo e independente chamado António José Seguro.
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Joaquim Alexandre Rodrigues
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Joaquim Alexandre Rodrigues
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António Regadas
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Maria João Alves, Vera Abreu, Filipa Fernandes