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Mais de uma dezena de propostas no arranque da comemoração dos 50 anos da ACERT

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 Mais de uma dezena de propostas no arranque da comemoração dos 50 anos da ACERT

Mais de uma dezena de propostas de teatro, música, exposições, formação, poesia e cruzamentos disciplinares integram a programação da primeira temporada de 2026 da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), que está a comemorar 50 anos.

A programação, hoje apresentada publicamente, propõe estreias absolutas, coproduções, espetáculos internacionais e projetos de criação própria, para um ano em que a ACERT pretende revisitar laços artísticos criados ao longo deste meio século.

Para a direção da ACERT, “celebrar cinquenta anos é olhar para trás com orgulho e para a frente com coragem”.

“Esta é uma história de permanência e de transformação, feita de afetos, inquietações, trabalho e risco. E é também a história de uma comunidade que se revê e se recria num coletivo que nunca se deixou acomodar”, sublinhou.

Os 50 anos de atividade artística são considerados não como uma consagração do passado, mas como um ponto de partida.

“Cada proposta carrega a memória do que fomos, mas também a visão do que queremos continuar a ser: um espaço vivo, plural, inconformado, onde a cultura acontece para todos, com todos”, acrescentou.

Nesta temporada, haverá estreias que marcam o regresso de artistas e companhias que mantêm uma relação cúmplice com a ACERT, com “propostas que espelham a maturidade de percursos artísticos com raízes nesta casa e que agora se revelam em novas linguagens”.

No dia 07 de março, a Escola de Mulheres subirá ao palco com “Esperança Desmedida”, apresentando três personagens que caminham entre desertos, mares e fronteiras invisíveis em busca de um lugar onde possam existir.

“Esperança Desmedida”, que tem texto de Ilda Teixeira e dramaturgia e encenação de Ruy Malheiro, “cruza o mito com o real para refletir sobre migração, perda e resistência”, adiantou.

Segundo a ACERT, esta temporada também é feita de cumplicidades, com o regresso de artistas “com novos projetos, reafirmando a importância dos vínculos construídos na partilha de processos, temas e territórios”.

No dia 04 de fevereiro, arrancará a formação “Introdução à Produção de Áudio”, ministrada por Gustavo Dinis, e, no dia 07, o Novo Ciclo ACERT acolherá “Na Casa”, um encontro intimista entre a música de João Lóio e a poesia de António Durães.

“Loba”, da Peripécia Teatro (13 de fevereiro), “Sussurros de Sombra”, do Teatro Art’Imagem (21 de fevereiro), “Todo o Cais é uma Saudade de Pedra”, de Cláudia Andrade e Pedro Salvador (21 de março) e “Na Relva Esfola Menos”, de Bruno dos Reis (27 de março), são outras propostas.

A ACERT aproveitou também este ciclo comemorativo para, com outras estruturas de criação nacional, recuperarem “peças com forte carga simbólica e social, devolvendo ao palco temas e estéticas que continuam a interpelar o presente”.

Na sexta-feira e no sábado, o Trigo Limpo Teatro ACERT voltará a apresentar “Memória do Barro”, espetáculo visual e sensorial sobre barro e mulheres, e, no último dia do mês, será apresentado “O Mal de Ortov”, de Jaime Rocha, com interpretação de Philippe Araújo e produção da Musgo Produção Cultural.

O primeiro trimestre do ano terá ainda propostas pensadas para crianças, escolas e famílias, que, de acordo com a ACERT, combinam “qualidade artística com pertinência temática”.

No sábado, o Teatroesfera apresentará a sua versão musical de “Pinóquio” e, para o dia 14 de fevereiro, está marcada a estreia de “Fernanda e a Inesperada Virtude de Aprender a Voar”, do coletivo Mochos no Telhado.

“Dirigido ao público familiar, este espetáculo celebra a persistência, o sonho e a coragem através da história de Fernanda, uma gaivota que insiste em voar mais alto”, explicou a ACERT.

Em coprodução com a companhia galega Elefante Elegante, estreia em 13 de março “Coralinda”, para o público escolar. A apresentação para o público familiar está marcada para o dia seguinte.

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