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O projeto “Fazer um mapa.”, dedicado ao mapeamento da comunidade LGBTQIAPN+ em Portugal, é lançado no dia 31 de janeiro, às 16h00, na Casa da Ribeira, em Viseu. A iniciativa resulta de um trabalho de escuta e recolha de histórias pessoais em vários territórios do país e apresenta-se em formato de exposição, fanzine e website.
De acordo com o comunicado de imprensa enviado à redação, o lançamento do projeto inclui uma conversa entre o criador Emanuel Santoz e Rafa Jacinto, criadora queer multidisciplinar. A exposição associada ao projeto permanece patente até 6 de fevereiro no mesmo espaço, com entrada gratuita.
“Fazer um mapa.” nasce de um “processo de proximidade com pessoas queer” em diferentes regiões de Portugal. O projeto recolhe histórias que partem de espaços urbanos identificados como queer por quem os vive através de entrevistas realizadas em várias cidades. A partir dessas narrativas, são abordados “os desafios, tensões e estratégias de resistência vividas pela comunidade LGBTQIAPN+ em diferentes regiões, com especial atenção aos contextos fora dos grandes centros urbanos”.
O trabalho desenvolve-se em três formatos — exposição, fanzine e website — que, segundo o comunicado, “em conjunto constroem uma cartografia afetiva, política e coletiva da vivência queer no território português”.
O criador do projeto, Emanuel Santoz, explica a motivação da iniciativa: “nos últimos tempos tenho sentido a tal inquietação. Talvez por isso, agora mais do que nunca, seja urgente sabermos quem está à nossa volta, a quem recorrer quando precisamos de apoio, mas também onde celebrar, encontrar e reconhecer os nossos pares. Fazer um mapa nasce dessa urgência”.
O projeto acompanha a digressão do espetáculo ‘Oz ou a Estrada?’, da companhia Ardemente, que passou por Montemor-o-Novo, Viseu, Guarda, Braga, Ílhavo, Porto e Lagos ao longo de 2025. Segundo a informação divulgada, este percurso deu origem a um trabalho que cruza entrevistas e ações de mediação, reunindo “vozes, memórias, espaços de encontro e gestos de cuidado e resistência”.
A Ardemente, sediada em Viseu, sublinha que “estar no interior é sentir, diariamente, o peso do conservadorismo, da invisibilidade e do desinvestimento estrutural. Por isso, mapear também é resistir. É ligar territórios, criar redes, contrariar o isolamento”.
“Fazer um mapa.” é apresentado como um trabalho coletivo, construído com artistas e pessoas de diferentes cidades que participaram no processo. Entre as pessoas entrevistadas encontram-se Rute Bianca, Ricardo Braun e Rolando Galhardas, entre outras.
O projeto é da Ardemente e conta com financiamento do Município de Viseu, através do Eixo Cultura, e do Instituto Português do Desporto e Juventude.