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O presidente da Câmara de Cinfães disse hoje à agência Lusa que, em dois dias, os prejuízos passam os dois milhões de euros (2 ME) e há a registar o isolamento de uma população, falta de energia noutra e realojamentos.
“Temos muitos estragos no nosso concelho. Posso dizer que, por alto, nestes dois dias, temos um prejuízo a ultrapassar os 2 ME só em infraestruturas públicas, desde estradas, caminhos, muros, taludes. Falta saber o que ainda vai acontecer amanhã [sexta-feira], porque as previsões indicam mais chuva”, contabilizou o presidente daquele Município do distrito de Viseu, Carlos Cardoso.
O autarca indicou que “desde ontem [quarta-feira], a noite e o dia de hoje o concelho teve situações muito complicadas com dezenas de ocorrências registadas, principalmente com derrocadas de infraestruturas” públicas.
“A situação mais grave foi na EM (Estrada Municipal) 1029, na zona em que liga a União de Freguesias de Ramires a Oliveira do Douro, junto da localidade de Sabroso. Aí a estrada desabou completamente, desapareceu”, relatou.
O presidente da autarquia adiantou que a população de Sabroso “esteve o dia todo isolada, mas há poucos minutos foi já restabelecido o acesso a essa população”, adiantou à agência Lusa, pelas 17:00.
“Sabroso é uma população com cerca de 10 habitantes e foi possível estar em contacto permanente com as pessoas, que estiveram sempre bem, sem qualquer necessidade”, afirmou.
A EM 1029 “está e estará interdita por um tempo que ainda não é possível calcular porque, simplesmente, não há estrada, a plataforma e o talude desapareceu, e agora os técnicos têm de ir para o terreno, avaliar e perceber o que é que tem de ser feito”.
A alternativa, acrescentou, passa por “dar uma volta maior, por Ferreiros e Pimeiró, é o dobro do trajeto, mas é a alternativa possível, até para o transporte escolar, para que as crianças de Ramires possam ir à escola”.
“A EM 1029 é uma via com bastante movimento, inclusive por causa das escolas, e é a que serve o maciço serrano, para a serra da Gralheira”, indicou o presidente.
Outra situação “também grave, e devido a essa derrocada, aconteceu numa outra aldeia, em Verdozedo, num plano inferior à população de Sabroso, que ficou sem corrente elétrica e a EDP tem estado a tentar repor a energia”.
Carlos Cardoso referiu ainda que “duas pessoas, um casal na ordem dos 60 anos, foi realojado temporariamente por precaução, uma vez que a habitação não é muito nova e, junto dela, o caminho tornou-se um ribeiro”.
“Os trabalhadores da Câmara andam desde manhã no terreno a desobstruir acessos e a limpar vias, tem sido um trabalho intenso e contínuo em todo o concelho”, indicou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.