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O candidato presidencial António José Seguro dispensou hoje uma “mensagem eleitoral” no seu discurso e não ficou para jantar com apoiantes em Viseu, deixando um apelo à solidariedade e à participação em ações de voluntariado após a tempestade Kristin.
“Quero-vos pedir do fundo do coração que compreendam que eu não vos dirija hoje nenhuma mensagem política, nem nenhuma mensagem eleitoral. E quero também pedir a vossa compreensão e pedir-vos vivamente que compreendam que eu não fique mais neste jantar”, disse António José Seguro aos seus apoiantes em Viseu.
O candidato apoiado pelo PS entrou na sala de jantar apenas ao som de palmas – e não de música e com agitação de bandeiras, como é habitual – e dirigiu-se imediatamente ao púlpito para discursar, ao contrário do que aconteceu durante a campanha da primeira volta, em que discursava a meio da refeição.
Seguro agradeceu aos seus apoiantes “do fundo do coração” a “confiança”, o “apoio” e a “mobilização”, mas frisou que este “é um momento daqueles em que é preciso fazermos aquilo que temos que fazer”.
“Neste momento o meu dever é continuar em contacto com os autarcas, com as pessoas e, sobretudo, fazer tudo em termos de propostas e de ideias para ajudarmos quer o Estado português e os organismos do Estado português, quer os privados, a poder minorar a vida aflitiva destas pessoas”, considerou.
Logo no arranque da sua mensagem, o candidato presidencial fez um “apelo a todos aqueles que possam de alguma forma voluntariar-se para participarem em ações de limpeza e de recuperação, sobretudo os que vivem mais perto, se tiverem amigos, familiares dessas zonas afetadas, este é um momento de expressar essa solidariedade”.
Seguro disse ainda que a sua vinda a Viseu “estava para ser um momento de grande festa e de confraternização” e que só não cancelou o jantar “por respeito a cada um e cada uma” dos seus apoiantes hoje presentes em Viseu.
“Mas compreendam que esse mesmo respeito é devido a todas e a todos os portugueses que estão a passar neste momento uma situação de grande aflição”, considerou, dizendo que é neste momento que é necessário apoio e solidariedade, sendo “nos momentos destas catástrofes naturais que Portugal e os portugueses têm que se unir”.
No final da intervenção, sem a música habitual, as bandeiras e outros discursos, Seguro deixou a quinta de eventos com cerca de 600 apoiantes.
O candidato tem alterado diariamente a sua agenda prevista para visitar as zonas afetadas pela tempestade Kristin, mas sem a presença da comunicação social.