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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu em Moimenta da Beira entre outros produtos, cerca de 10 mil litros de óleo vendido como azeite, através das redes sociais, e constitui arguidos três suspeitos.
“Foram apreendidos cerca de 10.000 litros de óleo alimentar fraudulentamente rotulado como azeite, bem como milhares de rótulos e material de embalamento com a indicação ‘azeite virgem’, e ainda 340 litros de vinho licoroso sem rótulo e sem registo legal. Foram ainda apreendidas quatro armas de fogo e munições”, descreve a ASAE numa nota de imprensa.
Assim, “foi confirmada a atividade ilícita, visto estar a ser comercializado de forma enganosa óleo alimentar comum, ao invés de azeite”, afirma a ASAE.
Esta apreensão resulta de uma operação, que decorreu nas últimas semanas, “de prevenção criminal no âmbito de uma investigação sobre a venda fraudulenta de produtos alimentares, nos arredores de Moimenta da Beira”, distrito de Viseu.
Com o objetivo de “travar a comercialização de uma substância oleica que estaria a ser vendida como azeite virgem através das redes sociais”.
Assim, a ASAE deu cumprimento a 13 mandados de busca, 10 não domiciliários e três domiciliários em “habitações, armazéns, um estabelecimento comercial e viaturas, bem como à pesquisa digital de equipamentos informáticos e de telecomunicações”.
“Durante a ação, os suspeitos tentaram ocultar em silvas nos terrenos adjacentes 200 mil euros em numerário, alegadamente provenientes da atividade criminosa. No âmbito da investigação, três suspeitos foram constituídos arguidos”, realça.
A ASAE informa que “foram colhidas amostras do óleo alimentar para a realização das competentes análises físico‑químicas e sensoriais, de forma a confirmar a sua composição e avaliar eventuais riscos para a saúde pública”.
Estas análises, especifica, são realizadas no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional (COI) e acreditado pela NP EN ISO 17025 pelo Organismo Nacional de Acreditação (IPAC).
A ASAE “alerta os consumidores para estarem atentos a ofertas de azeite com preços abaixo do expectável, que possam induzir em erro e resultar na comercialização de outras substâncias oleicas como azeite”.
A autoridade sublinha que “continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas atribuições e competências, em todo o território nacional, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores”.