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A campanha de solidariedade com Moçambique, promovida pela Embaixada daquele país e pelo Cônsul Honorário em Viseu, em articulação com o Grupo Visabeira e o Palácio do Gelo Shopping, aproxima-se do fim, e regista uma “participação expressiva” da população.
A iniciativa tem resultado na entrega de “quantidades consideráveis de bens, nomeadamente, vestuário de criança e adultos”.
Segundo a informação divulgada, a recolha decorre até domingo, 29 de março, podendo os donativos ser entregues no balcão de informações, localizado no piso -2 do centro comercial.
Além da entrega de bens, está também disponível a possibilidade de apoio financeiro. “Em alternativa, o apoio poderá ser financeiro, bastando para tal uma transferência de donativos para o Banco de Moçambique – Fundo de Gestão de Calamidades”, é indicado na mesma nota.
A campanha surge num contexto de emergência humanitária em Moçambique. “Apesar do forte empenho das autoridades locais e do apoio da comunidade internacional no resgate e assistência às populações afetadas, subsiste uma necessidade urgente de apoio aos milhares de desalojados”, é referido.
A situação resulta de fenómenos climáticos recentes: “As cheias, o ciclone e a intensa época das chuvas deixaram um rasto de devastação que continua a transformar vidas”.
De acordo com os dados divulgados, “até agora, mais de 869.031 pessoas — 200.842 famílias — viram o seu quotidiano profundamente abalado por esta sucessão de tragédias”.
Entre as consequências, contam-se vítimas mortais e desaparecidos: “Por trás dos números, há histórias de dor: 12 pessoas continuam desaparecidas, 331 ficaram feridas e 300 perderam a vida”.
Os danos materiais são igualmente significativos. “Milhares de famílias viram as suas casas destruídas — 15.312 parcialmente, 6.151 totalmente — e outras 183.824 ficaram submersas pela força das águas”.
Também infraestruturas essenciais foram afetadas: “302 centros de saúde e 717 escolas sofreram danos que comprometem o futuro de milhares de pessoas”.
A mesma fonte indica ainda que “mais de 113.478 pessoas tiveram de procurar refúgio em centros de abrigo, deixando para trás tudo aquilo que construíram ao longo de uma vida”.
No apelo final, a organização sublinha a importância da continuidade do apoio: “Neste momento particularmente difícil para o povo moçambicano, apela-se à solidariedade para que, em conjunto, se possa contribuir para o alívio do sofrimento das populações atingidas”.