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O presidente da Viseu Marca apresentou hoje as contas de 2025, com um saldo negativo de 500 mil euros, e anunciou que a Feira de São Mateus terá menos dias e bilhetes mais baratos.
“As contas de 2025 apresentam um resultado negativo em exercício em cerca de 50 mil euros, em paridades para esse ano na ordem dos 150 mil euros e, para além disso, fizemos uma reserva no relatório da auditoria para o ano de 2026, em mais de 300 mil euros”, relatou o presidente da Viseu Marca, José Silva Fernandes.
Ou seja, “de forma simples, o passivo identificado ronda os 500 mil euros” em 2025.
“Estas contas obrigam-nos a um certo rigor e agilidade financeira para encararmos os desafios futuros, mas não serão essas contas que atrapalharão o nosso futuro, nem a Feira de São Mateus, que será cada vez mais forte”, realçou.
O presidente daquela entidade, sem fins lucrativos, resultado de uma cooperação entre o Município de Viseu e a Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV), escusou-se a adiantar as contas dos anos anteriores, porque a Viseu Marca “recorreu a uma ferramenta contabilística para salvaguardar os associados que, com saldos negativos muito grandes ficam impedidos de recorrerem a fundos europeus” e, “para os proteger, as restantes contas ficam em reservas de capital”.
A Viseu Marca é responsável pela organização de eventos, designadamente a Feira de São Mateus.
Numa conferência de imprensa realizada hoje, José Silva Fernandes sublinhou que a edição deste ano do certame tem menos dias de programação e não conta com o Mateus Fest, que se realizou nos últimos dois anos.
“Em vez de 50 dias, serão menos 16, de 06 de agosto a 06 de setembro, o espaço mantém-se, definitivamente, mas com nova roupagem, uma maior identificação com o que é a Feira de São Mateus e o cartaz tem uma forte aposta na produção local”, adiantou.
Em relação ao cartaz do evento, José Silva Fernandes disse que será apresentado na noite da próxima sexta-feira, dia 26.
O responsável assumiu que “será cada vez mais uma feira franca e de tradições, como antes” e, após as 634 edições realizadas, defendeu que “tem de ser mais acessível” às pessoas.
Assim, o bilhete mais caro, este ano, será “num único dia, no valor de 10 euros, os restantes são a cinco e há bilhetes seniores e pacotes familiares – uma família com dois filhos, na compra de quatro bilhetes, tem um oferecido” e até aos 11 anos é gratuito.
O presidente da Viseu Marca lembrou que esta direção foi eleita em dezembro de 2025 e prometeu que se “irá pautar, sempre, por três pilares, como o rigor, a transparência e a proximidade”.
“Rigor naquilo que planeamos, no que queremos executar, e transparência para com os nossos associados e para todos os viseenses, e proximidade porque queremos estar próximos das pessoas, porque é para todos eles que trabalhamos”, justificou.
Ainda assim, assumiu que o plano é “organizar, até 2028, todo o espaço da Feira de São Mateus”, o que é um “enorme desafio e exige imaginação e capacidade financeira”.
Tendo em conta que o saldo do ano transato é negativo, José Silva Fernandes disse que uma das formas de trabalhar as edições da feira nos próximos anos é com “captação de cada vez mais parceiros, ou seja, patrocinadores” do evento.
Aos jornalistas, disse garantir que “o preço por metro quadrado para os operadores é igual ao do ano passado, e, como são menos dias, há menos custos como com a energia”, por exemplo.
Entre as mudanças para a edição deste ano, adiantou, “está a abertura das portas após o final dos concertos, e não esperar pela meia-noite, um enquadramento maior do picadeiro com a Sé, portanto o palco terá um melhor enquadramento”.
“Por respeito aos vizinhos, os horários dos concertos vão ser mais respeitados, para acabarem mais cedo e as colunas deixam de emitir até altas horas o som dos operadores e será música ambiente nossa, da Viseu Marca”, concluiu.