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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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ncêndios: Câmara de Tondela estima num primeiro cálculo 7,5 milhões de euros de prejuízo

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 ncêndios: Câmara de Tondela estima num primeiro cálculo 7,5 milhões de euros de prejuízo

A presidente da Câmara Municipal de Tondela disse hoje à Lusa que tem uma “primeira estimativa, muito primária”, de prejuízos de sete milhões e meio de euros (ME) devido ao incêndio do início do mês.

“Temos um valor calculado em 7,5 ME, mas é uma primeira estimativa muito primária, até tendo em conta situações muito idênticas do passado, e para começar a preparar a reparação e mitigação dos danos”, disse à agência Lusa Carla Antunes Borges.

A presidente do Município de Tondela, disse que no que toca a danos públicos “são, essencialmente, na rede de água, para já, porque com as primeiras chuvas é que se vai perceber melhor os eventuais danos que agora estão escondidos como, por exemplo, nos taludes de estradas e aquedutos” na encosta da serra do Caramulo.

“Infelizmente, temos a experiência de 2013 e de 2017. Sabemos que pode haver surpresas na encosta e só quando caírem as primeiras chuvas é que saberemos o que pode acontecer, e se vai acontecer, mas sabemos que o valor deve ser maior”, alertou.

Relativamente à área ardida, no concelho de Tondela, distrito de Viseu, “arderam cerca de 1.500 hectares, todos na freguesia de São João do Monte, embora o perímetro global ainda não esteja validado” pelas entidades.

Em Tondela, os “grandes danos foram na mancha florestal e, essencialmente, em particulares com especial foco para as aldeias que ficaram cercadas pelo fogo” como foram Matadegas, Mançores, Paúl e, depois, com “o fogo nas imediações”, Vale do Lobo, São João do Monte e Daires.

Carla Antunes Borges indicou que a área verde ardida “é praticamente toda ela de particulares” e ainda de baldios, e são espaços de “floresta de produção, com muitas explorações, cujo resultado é enviado para as fábricas produtoras de pasta de papel, e com contratos”.

Ou seja, “há um dano profundo na biodiversidade na perda do potencial produtivo da floresta e também, um foco muito especial na apicultura que tem uma expressão muito grande na serra do Caramulo e que sofreu danos muito acentuados”.

Este incêndio que afetou a serra do Caramulo teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, igualmente no distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40 do dia 05.

Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e Águeda, no distrito de Aveiro.

“Esperamos que o Governo crie medidas, e abra a essa possibilidade, para reparação dos danos e compensação pela perda dos rendimentos, à semelhança do que aconteceu noutros concelhos em 2025 e 2024”, defendeu.

“Depois de uma primeira intervenção em termos psicológicos e sociais – e ainda no abastecimento de água com garrafões, devido aos quilómetros de tubo que arderam – estamos a fazer o levantamento de necessidades com uma equipa multidisciplinar”, indicou.

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