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O deputado do PS Fernando Ruas torce o nariz ao negócio da EDP e diz que há coisas estranhas neste dossiê. Na Conversa Central desta semana, refere que o ministro do Ambiente comete várias actos sem desculpa e que António Costa assobia para o lado. O social-democrata fala ainda de tempestades passadas.
Dá para desconfiar e é estranho. É assim que Fernando Ruas classifica o negócio de venda das seis barragens, uma operação que diz ter sido de “cosmética”. “Um negócio daquela dimensão, envolvendo uns milhões de euros que o fisco podia ter arrecado é, no mínimo, de desconfiar”, assinala. O Ministério do Ambiente e a Autoridade Tributária, na sua opinião, “deveriam estar atentos desde o início”. “O cidadãos desconfiam e com razão para desconfiar”, reforça.
Este é mais uma “pedra no caminho” do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, que Fernando Ruas acusa de há uns tempos para cá estar a cometer “uma série de situações que são indesculpáveis”, mas para as quais o primeiro-ministro “assobia para o lado”.
Fernando Ruas estranha a posição do Governo e faz a analogia com a “crise” criada com os apoios sociais. “O que espanta é estas duas diferenças em termos de preocupação. Quer dizer, o Governo está muito preocupado com os aumentos sociais que a oposição propôs, mas, pelos vistos, não esteve nada preocupado com este problema da EDP e os montantes são, sensivelmente, iguais”, sustenta.
Ainda na Conversa Central, onde deixou as rápidas melhoras ao atual presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, internado por causa da Covid-19, o ex-autarca lamenta o atraso na abertura dos apoios para os prejuízos provocados pelas tempestades Fabien e Elsa. “Isto ocorreu em 2019 e só em dezembro de 2020 é que houve uma resolução do conselho de ministros e só depois na Comissão a que presido, e pela voz da deputada Carla Borges, é que se aprovou e se fez subir a plenário. E que não fique a dúvida de que foi aprovado com os votos contra do PS”, diz.
As autarquias afetadas pelas depressões Elsa e Fabien podem candidatar-se a uma verba de 4,7 milhões de euros para reparação dos danos em infraestruturas e equipamentos municipais através do Fundo de Emergência Municipal. O Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública anunciou que as candidaturas, abertas até 30 de abril, devem ser enviadas às comissões de coordenação e desenvolvimento regional.