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Voz do autarca de Viseu já se fazia ouvir no Rossio nos anos 70 e a partir de uma cabine de vidro

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
05.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Voz do autarca de Viseu já se fazia ouvir no Rossio nos anos 70 e a partir de uma cabine de vidro
Para muitos era o Quim, o Tó Quim ou o António. Uma pessoa dedicada à família, que sempre teve uma veia empresarial e o sonho de ser presidente da Câmara de Viseu. Os amigos mais próximos de Almeida Henriques recordam a juventude do autarca que morreu este domingo (4 de abril), vítima de Covid-19. O homem que vendeu seguros e livros de porta a porta e foi uma das vozes das primeiras rádios piratas de Viseu. O homem que era portista ferrenho e adorava os bolos confecionados pela filha. “Ele tinha um grande orgulho na família”, descreve o companheiro de vida e de partido (PSD), José Cesário. Mas antes, há já toda uma juventude ligada à política, ao associativismo e “a pensar o futuro”, reforça. Almeida Henriques contava sempre com orgulho a época da vida em que morou na Rua Direita, bem no centro histórico de Viseu. E foi no Rossio que deu os primeiros passos para ser uma “voz que projetava a região”. Não ainda no edifício da Câmara, que também está localizado nesta Praça, mas numa cabine de vidro de onde saiam as músicas da moda. Juntamente com António Arede (ainda hoje homem da rádio), Carlos Machado, José Cesário, entre outros, criaram a Rádio Rossio. Das colunas ouvia-se a música e a intervenção num raio que chegava até ao Jardim das Mães e Parque Aquilino Ribeiro. “À noite éramos nos que ficávamos a guardar aquilo”, conta António Arede. Da cabine deu-se a conhecer nomes como Rolling Stones, Creedance Clearwater Revival, Janis Joplin ou Joan Baez. “Estávamos nos finais dos anos 70, inícios dos anos 80. Transmitíamos de manhã, à tarde e à noite nos meses de verão”, recorda António Arede. A Rádio Rossio voltou recentemente a ocupar a Praça pela mão da organização do Festival Que Jazz é Este que decorre, precisamente no verão, em Viseu. Esta foi uma altura politicamente ativa, consequências do 25 de Abril. José Cesário lembra que Almeida Henriques, quando estudava no Liceu Alves Martins, já fazia parte do movimento estudantil que seguiu quando tirou Direito em Coimbra. “Foi um período politicamente efusivo. Dedicávamos muito tempo à vida partidária. Tínhamos um grupo de amigos muito ativo e lembro-me de ter desafiado o Quim para integrar o partido”, descreve. E foi no partido que o autarca de Viseu acabou por encontrar, nas mais variadas formas, o seu futuro. A esposa, Cristina, andava pela JSD. “A relação com a esposa e os três filhos e toda a família era muito forte. Tinha um orgulho enorme deles. Aos domingos gostava de fazer o almoço sempre em casa”, conta um familiar. A veia empresarial também chegou pela família. “Dedicou-se à fábrica dos relógios, mas sempre se desenrascou. Lembro-me que foi ele que me vendeu o primeiro e único seguro de vida que tenho, na altura, creio, da Providência de Portugal”, sublinha José Cesário. Dos mais de 40 anos lado a lado, o ex-secretário de Estado das Comunidades fala em vários momentos marcantes, alguns de intensa luta e confronto. “Mas ele sempre teve, desde o início, a ideia de ser presidente da Câmara”, confidencia, lamentando que se tenha perdido “uma das vozes que falava bem alto da sua cidade, da sua região”. “Almeida Henriques foi uma pessoa que nos últimos anos notou-se a sua visão mais humana das coisas, da vida pública, da sociedade. Teve desilusões e, talvez por isso, tenha apurado mais este aspeto humano. O que aconteceu aos amigos, nomeadamente o desaparecimento de Carlos Machado, fê-lo olhar para a vida de uma forma diferente. Tudo isto mudou-o e tudo isto o fez dedicar-se muito a Viseu”, remata José Cesário. As homenagens ao autarca que esteve praticamente dois mandatos à frente da autarquia chegam de várias formas. Antes do último adeus, e no Rossio de onde sempre fez ouvir a sua voz, milhares de flores e velas são as palavras de quem se despede de Tó Quim.
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