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O Governo determinou, há mais de dois meses, que os presidentes das câmaras municipais fossem prioritários na vacinação contra a Covid-19. No entanto, alguns autarcas da região de Viseu só tomaram esta semana a vacina e outros dizem que só vão ser vacinados na qualidade de cidadãos.
É o caso do presidente da Câmara de Oliveira de Frades, Paulo Ferreira, que recusou tomar a vacina contra a Covid-19, apesar de ter sido chamado para o fazer na qualidade de autarca e coordenador da Proteção Civil municipal.
Em declarações ao Jornal do Centro, Paulo Ferreira garante não querer alimentar polémicas e esclarece que só vai ser vacinado quando for chamado enquanto cidadão.
“Quando chegar a vez do cidadão Paulo Ferreira tomar a vacina, tomará como todos os outros”, afirmou.
Já o presidente da Câmara de Mortágua confirma que foi vacinado esta semana com a primeira dose e diz que espera levar a segunda toma da vacina ainda neste mês de abril. Júlio Norte deixa fortes críticas sobre os critérios de prioridade neste processo de vacinação.
“Tomei a vacina porque fui contactado pelo ACES Baixo Mondego e porque chegou a minha vez. Tive a oportunidade de ser vacinado há uns meses, mas senti por bem não o fazer, nem eu nem o comandante da Proteção Civil que, lamentavelmente, ainda não foi vacinado. Espero que seja o mais rapidamente possível”, disse.
O autarca de Mortágua lembra que os presidentes de câmara têm estado na linha da frente do combate à pandemia desde março do ano passado “ininterruptamente” e considera que os autarcas têm sido “maltratados” neste processo. “As câmaras tiveram um papel extraordinário no apoio ao combate e à defesa das pessoas”, frisa.
Recordando a morte do presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, Júlio Norte exige que o processo de vacinação seja mais rápido para que seja possível evitar que mais autarcas venham a morrer vítimas do novo coronavírus.
“Os políticos são pessoas de bem. Estamos aqui em prol do bem-estar de toda a gente. Por isso, temos de ser respeitados como tal. Fui a casa de pessoas com Covid e ajudá-las, tive de ir a reuniões aqui, ali e acolá, e nem sabia como estavam os meus colegas e vice-versa. Testámos aqui mais de 50 por cento da população e, portanto, não posso conceber que um presidente de câmara seja vacinado mais de um ano depois”, afirmou.
Também o presidente da Câmara Municipal de São Pedro do Sul e coordenador da Proteção Civil distrital, Vítor Figueiredo, confirmou que já tomou a primeira dose, no início de março, e que espera receber a segunda apenas em junho, segundo foi informado pelas autoridades de saúde.
O autarca disse que acatou com as prioridades definidas pelas autoridades de saúde e também lembrou que esteve sempre “na linha da frente, incluindo sábados e domingos para resolver determinadas situações”.
“O presidente da Câmara é o responsável pela Proteção Civil municipal e, como tal, tenho de estar permanentemente em contacto com as populações para resolver problemas. É uma destas situações em que foi decidido que os autarcas iam ser vacinados. Não tenho nada a opor às orientações da Direção-Geral da Saúde porque são as entidades de saúde que dizem quais são as prioridades”, disse.
Fonte da Direção-Geral de Saúde confirmou apenas que a vacinação dos autarcas já tinha começado no início de março, não avançando quantos já foram vacinados.
Em todo o país, já foram administradas mais de 2 milhões de vacinas contra a Covid-19.