No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
A escola primária e o jardim de infância de Paradinha, em Viseu, vão ser requalificados num investimento de cerca de 600 mil euros.
A empreitada foi entregue esta segunda-feira (12 de abril), naquele que foi um dos primeiros atos púbicos de Conceição Azevedo como presidente da Câmara. Segundo a autarca, a obra na escola, frequentada por cerca de 50 crianças, vai ligar os edifícios do pré-escolar e do primeiro ciclo através de um túnel, num projeto considerado como inovador e inclusivo.
“Será feita a ligação entre os dois edifícios do pré-escolar e do primeiro ciclo. Inclui também a remodelação das instalações sanitárias com a criação de WC’s para crianças com mobilidade reduzida. Vão ser também executadas salas de terapia, salas adaptadas à mobilidade reduzida, uma sala para ensino de culinária e um parque exterior que será coberto com um sistema perulado”, explica.
A escola de Paradinha vai receber ainda obras de eficiência energética, com a instalação de painéis fotovoltaicos que produzirão energia para autoconsumo da escola. O edifício, situado na freguesia de Repeses e São Salvador, terá também “janelas com caixilharia e rutura térmica, e iluminação LED no interior e exterior do edifício”, segundo Conceição Azevedo. Os trabalhos vão durar 140 dias e devem estar concluídos antes do arranque do próximo ano letivo.
“Se o empreiteiro não falhar, as obras estarão prontas em setembro para o próximo ano letivo”, assegura a presidente da Câmara, que justificou a apresentação da obra “porque as crianças já tinham perguntado quem é que agora liderava a Câmara” e todo o executivo quer “honrar a memória e seguir com o legado do presidente Almeida Henriques”, que morreu recentemente.
A escola e o jardim de infância de Paradinha estão a desenvolver há dois anos um projeto de integração de crianças ciganas e não-ciganas, seguindo o método de ensino da escola moderna. Um projeto piloto que a Câmara de Viseu gostava de replicar noutros estabelecimentos de ensino, admite a vereadora da Educação, Cristina Brasete.
“A ideia seria, desde o início, que o projeto fosse replicado noutras escolas, o que implica a colocação de mais professores. Esta escola tem dois professores por sala. Não é só termos obras e vontade, há também que existir um projeto aprovado. Não sei se vamos conseguir replicar, mas seria o ideal”, afirma.
Segundo Cristina Brasete, este projeto educativo em Paradinha levou mais crianças para o estabelecimento de ensino. A responsável considera que é um exemplo a seguir em todo o país e apontou a escola básica de Silgueiros como o próximo estabelecimento a receber este projeto.
“Eu gostava de ver este projeto replicado na escola de Silgueiros, porque é uma escola de grande dimensão que está subaproveitada e tem poucos alunos. É um bom sítio para se pensar num projeto de continuidade e fazer algo diferente, porque tem instalações suficientes”, diz.
Cristina Brasete acrescenta que a obra em Paradinha vai apostar na inclusão. “Quando se pensou no projeto, era até muito na integração da etnia cigana, mas, neste momento, é muito mais do que isso, é mais global, sem diferenciação de total inclusão e não temos mais crianças porque não há lugar para elas”, refere.
Cristina Brasete lembrou que “o projeto nasceu muito por força da Associação de Pais com a aprovação do Ministério da Educação e com toda a abertura da Câmara” de Viseu.