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Uma não estava lá, mas sentiu Abril. Outra marchou pelas ruas de Viseu

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 Uma não estava lá, mas sentiu Abril. Outra marchou pelas ruas de Viseu

Entre Maria João Rodrigues e Rosa Morgado, existem 68 anos. E dentro desses 68 anos existem memórias e histórias de vida diferentes que as separam. Ao esmiuçar as memórias de cada uma, percebemos algo muito simples: “ainda há muito por fazer”. Maria João não se cruzou com os tempos de Salazar. “Nem de perto”, disse. Já Rosa Morgado não esquece o ambiente que se fazia sentir do coração de Portugal no dia 25 de abril de 1974. Narram a história em cenários contrários, mas a velocidades semelhantes. Cravejam-nos de palavras arrojadas e lembranças difusas. Ainda assim, dizem muito.

Comecemos por Rosa Morgado, de 85 anos, utente do Lar Viscondessa de São Caetano, da Santa Casa da Misericórdia de Viseu. Conversámos por uma pequena janela, logo à entrada da instituição. Ao aproximar-se, não hesitou em perguntar se éramos jornalistas. E que bonitos aqueles olhos ansiosos por saber quem a queria ouvir. “Isto vai para o jornal?”, perguntou-nos, a procurar conforto nas palavras da diretora técnica, Elisa Batista, que a amparava. “É boa gente”, respondeu-lhe. Sorriu-nos com o olhar e a conversa seguiu.

Rosa sempre trabalhou na Misericórdia de Viseu. “Era costureira e tinha sempre um rádio ao meu lado para ouvir as notícias e nesse dia não davam notícias nenhumas. O Dr. Silvano, que mandava nisto, foi-nos explicar para não termos receio porque havia uma coisa em Lisboa e que, por isso, cortaram as notícias todas”, contou, sem esquecer de nos explicar a história da revolução com “o Álvaro Cunhal, mais outro, o Mário Soares”.

Na realidade, nas horas anteriores à nossa conversa, Rosa tinha escrito uma pequena cábula para se lembrar de todos os nomes de Abril que nos tinha que dizer. Em Viseu, também não faltou revolução. “Fizemos uma grande manifestação, fomos lá em cima ao quartel, juntou-se lá muita gente e vinham os cavalos à frente nós todos atrás a cantar, já não me lembro o quê”, confidenciou, adiantando que “também se deu uma volta ao Rossio”.

Perguntámos-lhe se achava que o país tinha tomado um melhor rumo, desde a Revolução dos Cravos. “Em algumas coisas sim, noutras não”, admitiu. Ainda assim, “deram-nos um ordenado maior, acho que era 30 euros na altura, e quando depois veio este 25 de abril, passado a algum tempo, obrigaram as pessoas a ter um horário e a não podermos ficar cá a viver”, relembrou, confirmando que “isto melhorou muito”.

E também conhecemos Maria João, de apenas 17 anos. É certo que não sentiu, nem de perto, os ares da ditadura salazarista. Ainda assim, não esquece as histórias do avô da Guerra Colonial e da Revolução de Abril. Ao recuar alguns anos, começa por nos contar: “Ele sentia que as pessoas tinham mesmo que lutar pela sua liberdade porque era um direito de todos, o meu avô lutou tanto”, suspirou.

Em tempos, costumava dizer-lhe que “lutei para poderes estar sentada num café e falares sobre o que quiseres sem seres censurada”, conta Maria João, recordando o momento em que agradeceu ao avô “por ter a oportunidade de ser livre”. Pela nossa conversa, rescreveu as recordações que tenta resguardar “para não me esquecer que toda a gente que lutou por isso e acho que todos os anos, no dia 25 de abril, devíamos todos parar para pensar um bocadinho o porquê de se festejar o 25 de abril”, assinalou.

“Há muitas pessoas, principalmente da minha faixa etária, que ainda não sabem o que é ter e não ter a liberdade”, confessou, admitindo que “nunca senti esse impacto por nunca ter estado lá, por nunca saber o outro lado das coisas”.

Como mulher, Maria João “penso que ainda há muita desigualdade perante um homem, por exemplo”. Entre sorrisos tímidos, disse-nos que “muita gente não sabe o que é que é a verdadeira liberdade” apesar de “muita gente abusar disso, é claro”, frisou. E que o 25 de Abril construiu apenas o início de algo que precisa de ser muito maior.

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