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Na véspera de eleições autárquicas e confrontados com a generalizada censura pública ao município pela inversão de prioridades, pelo esbanjamento de 4,3 milhões de euros no capricho inútil do Mercado 2 de Maio, em detrimento das obras necessárias, prometidas e reclamadas no Mercado 21 de Agosto, a Câmara de Viseu não esteve com meias medidas e no meio do ridículo passa culpas a Engrácia Carrilho e a Fernando Ruas, à falta de projeto e calendário para as obras, anunciou como solução radical “demolir o Mercado Municipal 21 de Agosto”. Só não esclareceu se o faria à bomba ou a camartelo.
Em 2017, num folheto de campanha eleitoral com o timbre do Município de Viseu, era dada como certa a conclusão do Projeto do Mercado 21 de Agosto, até dezembro de 2017, sendo o valor da obra de 2 milhões de euros, a concluir até 2019. Em 26 de Abril de 2019, a eleita da CDU na Assembleia Municipal, entregou na Mesa um Requerimento com o seguinte conteúdo: “Atendendo a que esta Assembleia nunca teve o privilégio de conhecer o projeto ou sequer o esboço do que se pretende para o Mercado 21 de Agosto; considerando que pela sua centralidade e relevância para a cidade este “Projeto” devia ter merecido uma discussão pública alargada, como em tempos propus; desesperando os resistentes comerciantes que ainda ali desenvolvem o seu negócio no Mercado Municipal, com as péssimas condições de trabalho e com a mingua de clientes.
Venho requerer ao senhor Presidente da Assembleia Municipal, que, no exercício das suas competências, remeta à Câmara Municipal, para posterior resposta, as seguintes perguntas:
Existe algum Projeto, devidamente elaborado e aprovado, para o Mercado Municipal 21 de Agosto? Qual foi o Gabinete que o elaborou?
A existir, foram tidas em conta para a elaboração do putativo Projeto as opiniões dos comerciantes e utilizadores do Mercado?
Onde se pode consultar o referido Projeto?
Existindo o Projeto, para quando está previsto o início e conclusão das obras de “Regeneração do Mercado Municipal 21 de Agosto”?
Estamos em abril de 2021 e este Requerimento nunca foi respondido, infringido a Câmara a obrigatoriedade legal de informar nos 30 dias posteriores e não cumprindo o prescrito no Estatuto do Direito de Oposição. Fica assim claro, que o “Projeto” distribuído aos comerciantes em vésperas das eleições autárquicas de 2017, não passava de um embuste, um logro, uma fake news!
Com a mesma candura com que na véspera das eleições autárquicas de 2017, distribuíram sem pudor aos comerciantes do 21 de Agosto o “Projeto” a concluir em 2019, diz agora o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Viseu que: “Este projeto vai demorar 4 a 5 anos a ser concretizado”. Que Projeto? Com tanta desfaçatez e falta de vergonha, depois queixam-se que a política está desacreditada.
O que retira atratividade e clientes ao Mercado 21 de Agosto é a falta de obras profundas e investimento na manutenção. Mas também a proliferação descontrolada no concelho de Viseu de médias, grandes e megas superfícies comerciais licenciadas pela Câmara, que deslocaram para a periferia a “centralidade” da atividade económica da cidade.
À falta de um espaço condigno, os comerciantes e vendedores têm agora a promessa de uma “tenda” provisória, para 4 ou 5 anos. Uma espécie de rebuçado de plástico para criar a sensação de se adoçar a boca…ao mesmo tempo que se faz esquecer o repetido não cumprimento das promessas.
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Joaquim Alexandre Rodrigues
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Ana Isabel Duarte
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Vítor Santos
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Henrique Rodrigues Santiago