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Costa com esperança que país avance para a última fase de desconfinamento

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
26.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
26.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Costa com esperança que país avance para a última fase de desconfinamento

O primeiro-ministro disse esta segunda-feira (26 de abril) que tem “esperança” de que o país possa dar, na terça-feira (dia 27), o “passo que falta” no processo a “conta gotas” de reabertura da atividade económica e social após o confinamento motivado pela Covid-19.

“Se tudo correr bem, estamos a uma semana de entrarmos na última e definitiva, espero que definitiva fase de reabertura da nossa sociedade”, disse António Costa.

No entanto, nem todos os concelhos poderão estar em vias de avançar para a quarta fase do desconfinamento, agendada para 3 de maio. Na sexta-feira (dia 23), a Direção-Geral da Saúde divulgou, na sua lista de incidências por concelho, que Resende tinha 572 casos por 100 mil pessoas, sendo mesmo um dos concelhos com a mais elevada incidência no país.

Cinfães e Carregal do Sal continuam também com elevadas incidências. De acordo com a DGS, os dois concelhos registam 247 e 227 casos por 100 mil habitantes, respetivamente. Já Tabuaço regista 199 casos. Todos os restantes concelhos da região têm baixas taxas de incidência de casos.

“Tenho a esperança, que não é um compromisso, é só a esperança, de que tenhamos a confirmação daquilo que os dados aparentam indicar. Que estamos no bom caminho e que, com segurança podemos dar o passo que falta dar”, sublinhou António Costa.

O primeiro-ministro lembrou que, na terça-feira, há “mais uma reunião com o senhor presidente da República, com os diferentes parceiros sociais, diferentes forças políticas e com os cientistas para fazer a avaliação do estado da nossa pandemia e fazer a avaliação dos passos que podemos dar na próxima semana”.

O primeiro-ministro referia-se à reunião, por videoconferência, sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal” que vai decorrer a partir do Infarmed, em Lisboa.

O primeiro-ministro, que discursava na inauguração da requalificação da escola secundária de Valença, um investimento de 3,7 milhões de euros, sublinhou que, após “o terrível mês de janeiro, que ficará para sempre na memória”, é “hoje gratificante” ter o país “há cinco semanas consecutivas com os melhores números a nível europeu”.

“Todos aprendemos a precariedade desta realidade. Esperamos já ter passado o pior, mas temos todos que saber que, se nos distrairmos, relaxarmos, podemos voltar a estar outra vez pior”, referiu.

O chefe de Governo acrescentou que “o processo de vacinação está a andar e a bom ritmo” mas que se trata de “uma luta contra o tempo para vacinar mais depressa que as mutações e variantes do vírus”.

“Em janeiro fomos surpreendidos pela variante britânica e com a sua velocidade de transmissão e contaminação e desejamos chegar ao fim deste processo de vacinação sem novas surpresas, relativamente às variantes. As variantes circulam, começam numa ponta e dão a volta ao mundo e mais tarde ou mais cedo batem-nos à porta. Por isso, definimos um processo de reabertura da sociedade que designamos a conta-gotas”.

Para dar “o passo que falta”, Costa sublinhou a necessidade de não “relaxar nos nossos comportamentos”.

“Temos mesmo de continuar a usar da máscara, a manter o distanciamento físico e a higiene das mãos e a evitar contactos desnecessários”, alertou.

Disse que essa “disciplina é para manter mesmo depois da primeira e segunda dose da vacina, porque não há dados que a ciência possa comprovar que mesmo concluído o processo de vacinação não haja risco de transmissão”.

“Quem está vacinado sofrerá uma doença com menor gravidade, mas como tudo o que é novo precisamos de tempo para aprender. Ainda sabemos muito pouco e, por isso temos, como diria a minha avó, de olhar para este vírus com muito respeitinho, muita cautela e muito cuidado. Não podemos correr o risco das coisas se descontrolarem”, alertou.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.109.991 mortos no mundo, resultantes de mais de 147 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.965 pessoas dos 834.638 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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