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Os empresários de hotelaria e restauração querem que as novas medidas de desconfinamento que deverão ser aprovadas esta quinta-feira (29 de abril) em Conselho de Ministros entrem em vigor já no sábado (1 de maio), Dia do Trabalhador.
A mensagem foi transmitida pela Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que já apelou ao Governo para que “não deixe para segunda o que pode fazer sábado”.
O vice-presidente da AHRESP e empresário de Viseu, Jorge Loureiro, não esconde a elevada expetativa sobre a quarta e última fase de desconfinamento.
“A expetativa é grande. A AHRESP já transmitiu e fez o apelo para que o Governo pudesse antecipar aquilo o que se prevê para segunda-feira, que é a reabertura com menos restrições. Perguntamos para quê esperar se é possível antecipar para sábado e domingo”, argumenta.
Jorge Loureiro diz que os fins de semana costumam trazer muito negócio para o ramo e lembra que, neste, é comemorado o Dia da Mãe (2 de maio). “É uma data importante que traz muita mobilidade e que as famílias querem comemorar”, frisa.
O representante da AHRESP em Viseu perspetiva ainda que, a partir de 3 de maio, haja mais liberdade nos setores de hotelaria e restauração. “Esperamos que haja um desconfinamento mais profundo e que possamos ter uma liberdade de atuação diferente dentro dos restaurantes e da hotelaria, mas não é garantido que venhamos a ter todo o espaço disponível para a restauração. Também não sabemos se vão deixar cair todas as restrições”, diz.
Sobre se a restauração tem funcionários suficientes para a reabertura, tendo em conta que muitas empresas recorreram ao lay-off, Jorge Loureiro afirma que a maioria assegurou os postos de trabalho “por via dos apoios que tiveram ou das suas próprias tesourarias”.
Admitindo que a dimensão do desemprego no setor não foi tão grave, o empresário acrescenta que há já algumas empresas que estão a recrutar nesta altura.
Por um lado, o otimismo. Do outro, a incerteza
Otimista está o sócio-gerente da Casa Arouquesa, um restaurante de Viseu. Paulo Oliveira diz que a antecipação para este fim de semana seria fundamental para o negócio.
“Estamos muito expectantes porque (a retoma este fim de semana) fazia todo o sentido e os valores atuais de contágio são mais leves em relação ao que era anteriormente. E fazia todo o sentido antecipar para sábado, porque é um final de semana muito importante com muita gente e muito movimento, o que seria fundamental para o nosso negócio”, diz.
O empresário confessa que já recusaram muitas reservas para o fim de semana.
“Temos pessoas a ligar para sábado e domingo, mas estamos fechados no domingo, dado que o sábado é para nós um dia muito importante tanto ao almoço como ao jantar. Mas tivemos de recusar reservas e dizer às pessoas que não temos ideia de abrir porque a indicação era não abrir. Mas, se fosse revertido, seria muito importante e era forma de compensar todo o prejuízo que tivemos nos últimos tempos”, explica.
Já o dono do Irish Bar, Adão Ramos, não se mostra tão confiante no aliviar de medidas de restrição antes de segunda-feira. “Vamos aguardar para ver. Aguardamos com alguma ansiedade, mas não acredito que se vá antecipar”, admite.
Se tudo continuar como está, Adão Ramos teme na inviabilidade do seu negócio e fala de “algumas regras que não fazem sentido, mas que temos de cumprir e aceitar”.
“Com as regras que estão, o negócio deixa de ser um bocado viável. É trabalhar para aquecer. Mas estamos ansiosos pelas novas regras, porque são fundamentais para o nosso setor”, refere.
O estado de emergência termina às 23h59 desta sexta-feira (30 de abril). A seguir, vem a situação de calamidade. O Governo deverá aprovar as medidas para a última fase do plano de desconfinamento que deverão incluir o regresso dos grandes eventos exteriores e de todas as modalidades desportivas e o levantamento de restrições horárias dos restaurantes, cafés e pastelarias.
Além do regresso dos grandes eventos exteriores e dos interiores, neste caso em grupo com diminuição da lotação, a quarta e última fase do plano de desconfinamento prevê o levantamento das restrições horárias dos restaurantes, cafés e pastelarias, que têm de limitar a seis o número de pessoas nas mesas, no interior, e a 10, nas esplanadas.