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Oito anos depois de ter deixado a Câmara de Viseu, Fernando Ruas regressa como candidato do PSD à autarquia que liderou durante 24 anos e só saiu por causa da limitação de mandatos. Uma escolha de Rui Rio, presidente do Partido, que teve de encontrar uma solução depois da morte de António Almeida Henriques em abril, vítima de Covid-19.
Considerado para muitos como o regresso de um “jurássico”, o epíteto acaba por ter as duas faces da moeda. “É a escolha certa para uma liderança que o concelho e a região precisam neste momento”, diz Mota Faria, presidente da Assembleia Municipal, e que vai “ao encontro das expetativas de uma larga maioria dos viseenses”, acrescenta Pedro Alves, presidente da Comissão Política Distrital. Fala-se de uma pessoas com uma longa experiência autárquica, com “sentido político e reivindicativo” e que nunca esteve parado. Depois de deixar a Câmara de Viseu, Fernando Ruas foi eleito para o Parlamento Europeu, onde esteve cinco anos, e nesta legislatura como deputado, liderando a Comissão Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local.
Mas nem todos vêem o mesmo lado. Há quem receie a falta de perspetiva a longo prazo para Viseu, tendo em conta a idade do atual deputado na Assembleia da Republica (72 anos). Por outro lado, temem que o projeto que foi iniciado com Almeida Henriques sofra “um revés”. As relações menos amigáveis entre os dois sempre foram conhecidas e nunca desmentidas pelos dois. A entrega do Viriato de Ouro a Fernando Ruas foi um dos episódios, com o ex-autarca a recusar-se receber o galardão que foi atribuído ainda no primeiro mandato de Almeida Henriques.
E se já está desvendado o sucessor de Almeida Henriques, resta agora saber qual a equipa que vai acompanhar o ex-presidente da Câmara.
João Paulo Gouveia, vice-presidente da autarquia, mostrou-se disponível para ser candidato. A Comissão Política Concelhia, da qual é presidente, aprovou. A Distrital tinha outro entendimento. Rui Rio teve de apaziguar os diferendos. No comunicado do PSD do anúncio da candidatura lia-se que se tratou de uma decisão “em estreita articulação com as comissões políticas Distrital e Concelhia”. A leitura que se faz, avançam fontes, é que terá sido conseguido um acordo que os sociais-democratas recusam admitir para criar um consenso e um cenário onde se junte Fernando Ruas e João Paulo Gouveia.
Outros nomes começam a ser comentados. Entre eles, o do jovem de Viseu que foi eleito deputado pelo Porto, Hugo Carvalho, e que é um dos “seguidores” de Rui Rio. Joaquim Seixas, que esteve na vice-presidência e saiu, também se fala como possível elemento da lista que Fernando Ruas terá de preparar e apresentar até agosto.
E um mandato ou dois depois, não é só o ex-presidente da Câmara de Viseu que regressa ao “lugar onde já foi feliz”. Em Sátão, está em cima da mesa a troca de lugares. Paulo Santos (PSD), atual presidente da Câmara, já disse que não se recandidata e, até há pouco tempo, tudo indicava que o anterior presidente, Alexandre Vaz, seria o candidato natural para voltar à liderança do concelho.
Em Lamego, o PSD também foi buscar o anterior presidente da Câmara. Francisco Lopes, que teve de sair por causa da limitação de mandatos, volta a ser a opção para retirar o PS de Ângelo Moura da autarquia. E em S. Pedro do Sul, fala-se do regresso de António Carlos Figueiredo, também pelo PSD.
Quem já anunciou que regressava e estava disposto a reconquistar a câmara é o socialista Fernando Carneiro em Castro Daire.