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Mais de 300 pessoas trabalham hoje na IBM Softinsa, uma das empresas tecnológicas que se instalaram em Viseu há cinco anos.
A empresa e a Câmara Municipal fizeram esta segunda-feira (24 de maio) um balanço da instalação no concelho. Quando abriu as portas em Viseu, a IBM empregava 120 trabalhadores.
O vice-presidente da Câmara, João Paulo Gouveia, defendeu este investimento e disse que a instalação da IBM em Viseu permitiu que muitos jovens formados nas novas tecnologias não abandonassem a região.
“Muitos dos jovens que trabalham nesta empresa são de Viseu, o que comprova que esta estratégia permitiu que viseenses licenciados regressassem ao concelho para abraçarem um projeto desafiante e uma carreira que antes não poderiam ter sem saírem de Viseu. Com a estratégia certa, os territórios do interior também podem vencer as assimetrias e tornarem-se atrativos”, afirmou.
O autarca destacou que Viseu colocou-se em bom plano em comparação com o resto do país por causa da criação de emprego qualificado. João Paulo Gouveia lembrou que, nos últimos oito anos de governação do executivo de Almeida Henriques, quase 20 empresas tecnológicas se instalaram em Viseu “criando um verdadeiro cluster nesta área tão importante para os dias de hoje”.
“A criação de emprego é fulcral para o posicionamento de Viseu e sempre foi uma prioridade deste executivo”, vincou o vice-presidente. “Em oito anos, captámos mais de uma centena de projetos empresariais e investimentos superiores a 250 milhões de euros, nos quais foram criados mais de 3.500 postos de trabalho. Mais de 800 engenheiros se fixaram e vivem na nossa cidade”, acrescentou.
João Paulo Gouveia citou ainda o Instituto Nacional de Estatística para afirmar que, entre 2017 e 2018, Viseu teve um aumento de 435 euros no rendimento bruto declarado, colocando a cidade acima da média nacional.
Já Nuno Dionísio, diretor dos centros de inovação da IBM Softinsa, defendeu a parceria com a Câmara e também com o Instituto Politécnico para a instalação e a manutenção da empresa em Viseu, que classificou como “uma cidade inteligente na vanguarda”.
“O nosso centro é uma evidência dos benefícios resultantes de uma parceria entre o poder local, o mundo empresarial e o meio académico para todos os stakeholders da cidade, incluindo empresas e cidadãos, e que passa pela criação de emprego, retenção de talentos na região, fixação de habitantes no interior e atração de novos investimentos”, disse.
Nuno Dionísio apontou ainda para o apoio “crítico” da Câmara e do Politécnico “para encontrarmos formas de impulsionar ainda mais o crescimento na região, não só com alunos mas também com profissionais com experiência”.
A IBM Softinsa tem o seu centro de inovação instalado no Parque Industrial de Coimbrões.