universidade católica jornal do centro
btl 202500363
missa sé diocese bispo padres
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
aluguer aluga-se casas

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
roberto rodrigues escanção
CVRDao_2
March-711-4

João Paulo Gouveia está na lista que o candidato Fernando Ruas está a preparar para a Câmara de Viseu. O anúncio foi feito esta segunda-feira (7 de junho), dia em que o social-democrata foi oficialmente apresentado e em que ficou desfeita a polémica à volta de um eventual desentendimento interno. Isto, depois de João Paulo Gouveia ter assumido a disponibilidade de ser ele o cabeça-de-lista.

A lista candidata ainda não está fechada, mas Fernando Ruas assumiu que o atual vice-presidente da Câmara e presidente da concelhia do PSD o “acompanhará no próximo executivo”. “É o único compromisso que tenho”, disse, prometendo que “tudo” fará para “fazer a melhor lista possível”.
Fernando Ruas reforçou a ideia de que só aceitou o convite porque teve o apoio “inequívoco” das estruturas local, regional e nacional.

Também o vice-presidente da autarquia falou em união e aproveitou para deixar recados à oposição. “Andam por aí uns que agora dizem que vêm unir Viseu. Pois, Viseu está unido, o PSD está unido e, até, sugeria que fossem às suas terras e unissem as terras deles e os partidos que fazem parte que estão todos esfrangalhados”, sustentou, numa alusão ao candidato do PS, João Azevedo.
Já sobre o candidato Fernando Ruas, João Paulo Gouveia disse que não são precisas dar provas e que se trata de uma candidatura de confiança.

Confiança é, aliás, a palavra-chave da campanha da candidatura de Ruas à Câmara Municipal de Viseu, a que presidiu entre 1989 e 2013, ano em que saiu por limitação de mandatos, ficando Almeida Henriques à frente dos destinos do município até abril deste ano, quando morreu na sequência de complicações provocadas pela covid-19.
Almeida Henriques era o “recandidato natural” à Câmara e já tinha o aval do presidente do partido, Rui Rio, recordou o secretário-geral do PSD, José Silvano, que marcou presença na apresentação desta segunda-feira. Dizendo estar satisfeito pelo entendimento e pelo partido ter abraçado consensualmente a candidatura, explicou que “o tempo para a apresentação de Fernando Ruas foi para honrar a memória das pessoas” e “não por desentendimento da escolha do candidato, que conta com o apoio local, regional e nacional” do PSD, como voltou a frisar.

E sobre a candidatura, Fernando Ruas disse estar “muito descansado”. “Regresso às origens, se tiver a confiança dos viseenses. E queria selar este compromisso baseado nessa palavra, que para mim e para os beirões tem um significado acrescido, que é a palavra confiança”, sublinhou.
Sem apresentar um plano de ação detalhado, Fernando Ruas enumerou “alguma da obra feita” e assumiu o compromisso de fazer com que Viseu “continue a ser a maior cidade do interior” e a “crescer de forma horizontal” com os “vários espaços verdes que rodeiam a cidade”. E usando uma das ideias que defendeu durante os seus 24 anos de mandato, voltou a sublinhar que tudo vai fazer para que o viseense “nasça, viva e aqui morra com igualdade”.

Avisou que não quer que o poder central faça em Viseu o que é da responsabilidade da autarquia, “independentemente da cor política do Governo”, porque “o que é da responsabilidade da Câmara será feito”.
Deixou a promessa de “exigir ao Governo que cumpra com as obras da sua responsabilidade”, nomeadamente as estruturas ferroviárias e rodoviárias.

Neste sentido, prometeu que “das obras que estão em curso e tudo o que estiver bem e que está em curso” terá da parte do novo executivo social-democrata, se ganhar as eleições, “o seguimento e até, se possível, a aceleração indispensável”.
“Se, eventualmente, alguma ou uma outra obra que esteja prometida, será também por mim analisada e, essa sim, se eventualmente achar, numa perspetiva legítima de quem foi eleito, que ela não tem pernas para andar, explicarei isso aos viseenses”, alertou.
Isto, justificou, “como qualquer pessoa preocupada, e até por força de responsabilidades anteriores”, assim como pela sua formação académica, explicou Fernando Ruas, que é formado em economia.
“Irei ver o suporte financeiro de cada uma das obras e acompanharei, mas a ideia é exatamente essa, acelerar e continuar todas as obras que estão em curso que, naturalmente, foram decididas por quem tinha legitimidade para o fazer”, sublinhou.

Sobre um futuro resultado, Fernando Ruas gracejou e disse que gostaria de ter um executivo que fosse de “um nove a zero”, mas reconheceu que “isso não é possível”.
Por isso, disse que aceita o que os viseenses atribuírem e deixou a promessa de fazer “o que for possível para ter o melhor resultado” sem com isso por limites.
“Já vivi tudo isso. Quando cheguei à Câmara estava em maioria relativa e isso não constituiu nenhum problema, mas espero que desta vez os viseenses não me ponham nessa condição”, desejou.

Nas eleições autárquicas de 2017, o PSD conseguiu 51,74% dos votos (seis mandatos) e o PS 26,46% (três mandatos). O BE foi a quarta força política mais votada, com 4,79% dos votos.

No concelho de Viseu, foram também já anunciadas as candidaturas de João Azevedo (PS), Francisco Almeida (CDU), Pedro Calheiros (Chega), Manuela Antunes (Bloco de Esquerda) e Fernando Figueiredo (Iniciativa Liberal).

Procurar