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Do Brasil para Viseu para viver em segurança

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
20.06.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
20.06.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Do Brasil para Viseu para viver em segurança

Por uma vida livre de receios, Márcio Peçanha, natural do Brasil, inicia um novo capítulo em Viseu.

Apesar de admitir que “vivia muito bem”, associando memórias agradáveis à cidade de Niterói (Brasil), a desigualdade económica, a corrupção e a violência presentes no seu país,foram um fator decisivo para a sua partida. “O povo, por sua vez, ajuda para que isso aconteça, pois escolhem os seus líderes não pelo que são, mas pelo que podem proporcionar individualmente, esquecendo o próximo”, opina.

Por terem familiares a residir na região e à ligação que já sentiam com o país, ao ponderarem retirar-se daquele ambiente, Portugal foi a sua preferência, nomeadamente Viseu.
A Março de 2018 inicia uma nova vida em Viseu, onde a tranquilidade que a cidade proporciona apazigua o seu espírito, algo que, anteriormente, não seria possível. Embora estivesse a 300 metros da escola da sua filha, Márcio sentia a necessidade de a transportar devido aos receios constantes. “A insegurança e o medo eram muito grandes”, afirma.

Márcio, atualmente dono de uma frutaria, encontra apenas um ponto negativo: acredita que a região não oferece muitas oportunidades de emprego, principalmente aos jovens que terminam o seu percurso escolar, porém não descarta a possibilidade da questão ser combatida com a crescente evolução que Viseu tem sentido nestes últimos anos.
Afirma, ainda, com convicção, para as pessoas que o questionam, que, em termos monetários, em Portugal é possível ter uma vida digna, sem precisar de muito, no entanto, devido à economia, é difícil ser-se abonado.

Sendo Portugal e Brasil irmãos da mesma língua, Márcio admite que não sentiu grandes diferenças culturais, adaptando-se facilmente à região. Ainda assim, em tom de brincadeira, afirma que “o povo português valoriza muito mais a sua cultura, enquanto que no Brasil tudo termina em carnaval”.

“Não é fácil deixar o seu país, a sua vida, a sua história, os seus amigos e família para trás… virar as costas e simplesmente partir. Mas o meu propósito foi a minha filha. Acredito que o futuro para ela será muito melhor. Acredito que, ao formar-se, terá mais possibilidades de emprego do que no Brasil.
Valeu a pena? Valeu. Saudades do Brasil? Muitas. Tenho muitas saudades do Brasil, principalmente da minha família e amigos, mas Viseu é uma cidade que nos abraçou. Não me arrependo de nada que tenha feito até hoje. Acho que ter vindo para Viseu foi uma ótima opção”, conclui desabafando.

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