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Há empresas da hotelaria e da restauração que continuaram a trabalhar mesmo com trabalhadores em lay-off e outras que fecharam as portas sem razão. É, pelo menos, o que diz o Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Centro.
A entidade sindical alertou em carta aberta para as dificuldades que alguns trabalhadores vivem e exige uma melhoria nas condições de trabalho para enfrentar melhor a pandemia que afetou bastante o setor.
O presidente do sindicato, António Baião, disse que o Estado não fiscalizou devidamente este tipo de situações.
“A ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) não intervém. Mandámos um conjunto de questões e fizemos denúncias de situações que se estavam a passar, empresas que estavam encerradas mas que não deviam estar e empresas que tinham trabalhadores em lay-off mas estavam a trabalhar, ou seja, produziam na mesma mas estavam perante o Estado e a Segurança Social a receber o lay-off dos trabalhadores como se estivessem encerradas”, explicou.
António Baião considera que aumentou ainda mais a economia informal no setor. O sindicalista disse que nem todas as empresas estão a agir mal, mas acredita que há muitas que estão a lucrar com a pandemia para o prejuízo dos funcionários, recebendo os apoios do Estado para o setor.
“Não colocamos todos no mesmo saco, mas houve neste período um conjunto de empresas, incluindo PME e grupos económicos da área de hotelaria, que estiveram e ainda estão de mão estendida para os apoios do Estado”, afirmou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Centro acrescentou que também tem conhecimento de empresas “que não tiveram prejuízo e estão ainda inclusive com alguns estabelecimentos encerrados porque estão a usufruir destes benefícios” do Estado.
O sindicato contesta ainda o facto de muitos direitos dos trabalhadores terem sido retirados no início da pandemia e também o facto de muitas empresas terem ainda os salários em atraso e outras que obrigam os trabalhadores a mais de 40 horas semanais de laboração, sem pagarem pelo trabalho extraordinário.
Por isso, defende a reposição de todos os direitos laborais, o pagamento dos salários em atraso, o respeito pelos direitos e um aumento salarial mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores.