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O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) apela à assinatura de uma iniciativa legislativa que pede que os politécnicos sejam reconhecidos como “instituições de ensino superior plenas”.
A proposta submetida por um conjunto de cidadãos para o Parlamento propõe, entre outras medidas, a adoção da designação de universidade politécnica em substituição de instituto politécnico e ainda a retirada da limitação que impede os politécnicos de atribuir doutoramentos.
Segundo o Politécnico de Viseu, faltam apenas 500 assinaturas para que o diploma avance. A proposta conta agora com cerca de 4.600 assinaturas segundo o site do Parlamento.
Os proponentes entendem que a criação das universidades politécnicas e a possibilidade de outorgar o grau de doutor devem servir como “a afirmação da qualidade e vitalidade do ensino superior português, da sua evolução, capacidade de internacionalização e reconhecimento a uma escala global”.
“Tais alterações não vão gerar qualquer necessidade de despesa adicional e, pelo contrário, vão gerar reforço das receitas próprias das instituições de ensino politécnico”, argumentam, salientando que os politécnicos têm mais de metade dos seus professores doutorados e “dezenas de unidades de unidades de investigação avaliadas positivamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, incluindo várias com avaliação de excelente”.
Os politécnicos, acrescentam os signatários, também “são parceiros ativos em vários laboratórios colaborativos, clusters, infraestruturas científicas, parques de ciência e tecnologia, incubadoras e aceleradoras de empresas”.
Os proponentes acreditam ainda que as instituições também têm “condições para a formação doutoral, havendo estudantes de doutoramento a fazer os seus trabalhos em politécnicos, com a orientação no dia-a-dia de docentes e investigadores dos politécnicos, mas que têm de estar inscritos em universidades, nacionais ou estrangeiras, nas quais irão defender as suas teses”.
Os mesmos sugerem que a alteração do nome dos institutos politécnicos para universidades politécnicas deve servir “como um reconhecimento da sua evolução, da capacidade que atualmente demonstram”, lembrando que, em várias regiões do mundo, os politécnicos não são associados “a instituições de ensino superior, criando dificuldades na procura de parceiros institucionais em diversos países”.
Em Espanha, lembram, a designação de universidade de ciências aplicadas ou universidade politécnica “permite um reconhecimento imediato como instituição de ensino superior”.
Os peticionários defendem que as instituições politécnicas “estão numa fase muito relevante de crescimento e afirmação plena enquanto instituições de ensino superior, tanto a nível nacional, como internacional”.
A iniciativa pode ser assinada mediante o registo na plataforma de participação do Parlamento, preencher os campos pedidos e assinar a proposta. Quem assinar deve ser cidadão eleitoral, definitivamente inscrito no recenseamento eleitoral no território nacional ou no estrangeiro, e indicar o seu endereço de e-mail.