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O PCP de Viseu pediu hoje ao Governo que defenda os trabalhadores da empresa Borgstena, em Nelas, porque “está em curso um processo de despedimentos” alegadamente motivado pela “quebra de produção no setor por falta de um chip”. Em causa, está o despedimento de 100 funcionários, adiantou Filipe Costa, da distrital comunista.
Em comunicado, o PCP garante que já enviou uma pergunta ao Governo sobre esta situação.
“Segundo nos foi possível conhecer, sob o argumento da quebra de produção no setor por falta de um chip, a empresa está a chamar individualmente os trabalhadores, previamente selecionados, e a comunicar-lhes a decisão, pretendendo que este processo reduza em 40% o número de trabalhadores da empresa”, lamenta.
O PCP refere que, “ao longo dos últimos anos, de forma sistemática e programada, a Borgstena tem procedido à substituição de trabalhadores com mais tempo de casa por trabalhadores precários”.
“A Borgstena emprega centenas de trabalhadores e tem recebido apoios públicos para o desenvolvimento da sua atividade ao longo dos anos”, particularmente durante a pandemia, recorrendo ao ‘lay-off’, acrescenta.
No entender do PCP, as grandes empresas e os grupos económicos têm aproveitado a pandemia “para reduzir direitos aos trabalhadores e aumentar os seus lucros”, sendo o caso da Borgstena mais um exemplo concreto.
Neste âmbito, considera que o Governo “tem de agir e intervir no sentido de defender estes trabalhadores e garantir os postos de trabalho, na medida em que a Borgstena usufrui de apoios públicos”.
Estes apoios públicos “têm de ser acompanhados de garantias da empresa quanto ao desenvolvimento da sua atividade e à defesa dos postos de trabalho”, defende.
A União dos Sindicatos de Viseu também está a acompanhar alguns dos trabalhadores da empresa do setor automóvel. “Aquilo que temos acompanhado e o feedback que temos dos trabalhadores é que estão a ser chamados para negociar”, disse Telmo Reis, da União de Sindicatos de Viseu, alertando que “quando as empresas começam a ter pessoal um bocadinho mais velho, negoceiam com esses trabalhadores para ir buscar mão de obra mais barata”.
Há também falta de matéria-prima em várias empresas do setor, mas, no entender de Telmo Reis, o despedimento não se justifica “para uma empresa que recebe apoios do estado, que recorreu ao lay-off”. Para a União de Sindicatos, “há também falta de fiscalização por parte do Estado ao estar a permitir que negoceiem com trabalhadores para os mandarem embora”.
Fonte da empresa recusou comentar estes números e disse apenas ao Jornal do Centro que a Borgstena vai levar a cabo alterações por causa da crise que afeta o setor automóvel, com quebras de encomendas e falta de material.