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A preparação das listas para as eleições antecipadas de 30 de janeiro começa agora a fazer parte das preocupações dos partidos que estão divididos quanto à decisão tomada pelo Presidente da República. Enquanto a direita é a favor, os partidos mais à esquerda mostram-se reticentes.
A marcação de novas eleições legislativas foi anunciada na quinta-feira (4 de novembro), mais de uma semana após o surgimento da crise política provocada pelo chumbo recente do Orçamento do Estado no Parlamento.
Em resposta à decisão do chefe de Estado, o presidente da distrital de Viseu do Chega, João Tilly, diz que concorda com o dia escolhido e defende que o partido vai aumentar o número de eleitos no Parlamento. “Nós iremos às eleições, faremos o nosso melhor e vamos com certeza multiplicar por muito o único deputado que nós temos, talvez para entre 15 e 19 deputados”, assegura.
João Tilly enaltece a importância da realização das eleições após o chumbo do Orçamento do Estado com um Governo que “era virado à esquerda e suportado pela esquerda e pela extrema-esquerda e que, mesmo assim, não conseguiu que o seu Orçamento fosse aprovado”. “Não havia outra opção a não ser esta, vamos a jogo sem medo e lá estaremos no dia 30”, frisa.
O presidente do Chega Viseu diz que ainda não foi preparada a lista do partido para as eleições antecipadas. “Quem trata disso é a nossa direção e o nosso presidente”, afirma.
Também Sérgio Figueiredo, do Iniciativa Liberal, diz concordar com a ida a votos e com a data escolhida pelo Presidente da República. O dirigente afirma que o partido “está preparado para qualquer cenário”.
“As eleições antes de 30 de janeiro seriam prejudiciais para o próprio ato e não seria tão fácil a campanha chegar aos eleitores. Estaríamos até a promover uma menor votação porque estar a fazer a campanha e os debates na altura do Natal podia afastar o eleitorado e todo o interesse em exercer o direito de voto”, argumenta o liberal.
Por outro lado, Francisco Almeida, da distrital do PCP, entende que não era necessário ir de novo a votos e cita a Constituição para dizer que “não é forçoso a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições”.
O comunista acusa ainda Marcelo Rebelo de Sousa de favorecer a direita. “Quanto à data, essa é daquelas coisas claras porque o Presidente da República optou por favorecer a sua família político-ideológica e os partidos da direita. Cá estaremos para esse combate”, afirma.
Quanto às listas, Francisco Almeida diz que o PCP ainda não tomou nenhuma decisão quanto à sua constituição para as legislativas de janeiro.
Já do lado do Bloco de Esquerda, a porta-voz Carolina Gomes diz não ter nada a dizer da data escolhida mas assume não concordar com a marcação de eleições antecipadas.
“Achamos que não era uma inevitabilidade ao contrário do que Marcelo tem feito crer. Havia outras hipóteses, mas foi este o caminho escolhido. Neste momento, só podemos dizer que estamos preparadas e preparados para a campanha e as novas eleições”, considera.
Carolina Gomes diz ainda que o Bloco já se encontra “em trabalho interno” para elaborar a lista às legislativas por Viseu.
As distritais de Viseu do PS e do PSD, os dois partidos que têm deputados eleitos por Viseu no Parlamento, já tinham garantido que concordavam com a data de 30 de janeiro.
João Azevedo pode voltar a ser o cabeça de lista dos socialistas pelo distrito, enquanto a distrital do PSD prefere esperar pela clarificação interna do partido para poder avançar com convites.