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Os professores vão, a partir da próxima segunda-feira (22 de novembro), fazer greve às horas extraordinárias até ao final do atual ano letivo.
A greve convocada pela Fenprof poderá afetar várias turmas lecionadas por docentes que já tinham o horário completo. Segundo os sindicatos, os professores queixam-se do excesso e sobrecarga de trabalho fora das aulas.
Francisco Almeida, do Sindicato dos Professores da Região Centro, acusa o Governo e as escolas de estarem a “acrescentar horas ao trabalho dos professores e reduzir a componente de trabalho que é feito em casa”.
“Estão a fazer de contas que isso não existe e, portanto, estão a acrescentar no trabalho com os alunos e no trabalho individual”, diz o sindicalista de Viseu lembrando que a lei determina que o horário laboral seja de 35 horas, incluindo contacto com os alunos, reuniões, atividades escolares e preparação para as aulas e os testes.
Francisco Almeida diz que os professores estão sobrecarregados de trabalho, o que os obriga a fazer horas extraordinárias.
“Com esta falta de professores, agora o Governo e as escolas dedicam-se a empurrar para cima horas extraordinárias atrás de horas extraordinárias, tornando num inferno a vida das pessoas como se não tivessem famílias e filhos e se tivessem de trabalhar 24 sobre 24 horas e não é assim”, argumenta.
Além da greve às horas extraordinárias, a Fenprof também vai organizar uma greve ao sobretrabalho dos professores para além das 35 horas semanais. Francisco Almeida diz que há professores com “horários de trabalho que são completos disparates”.
“Portanto, esta greve vai manter-se enquanto o Governo não instituir regras claras para os horários dos professores”, conclui o sindicalista.