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Nuvem de pó e martelos pneumáticos, o novo cenário do Mercado 2 de Maio

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20.11.21
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 Nuvem de pó e martelos pneumáticos, o novo cenário do Mercado 2 de Maio

Há quem se tenha habituado ao barulho dos martelos pneumáticos e ao pó que escurece as ruas que abraçam o Mercado 2 de Maio, em Viseu. Mas, há também quem não o consiga ultrapassar de todo. Falamos daqueles que ali vivem ou que dali retiram o seu sustento.

“Nunca fui vítima de tanta violência com estas obras aqui, sem terem feito [Câmara de Viseu] um estudo de impacto ambiental e o que que isto poderia causar nas pessoas, sem sequer pedirem desculpa pelo incómodo”. Palavras que saíram a Jorge Marques, escritor de profissão, como um desabado incapaz de assentar a “poeira” que “aqui já se viu”.

É um dos moradores que se queixa do “barulho ensurdecedor” que, às vezes, se faz sentir às 8h00 da manhã. Tem vista privilegiada para “uma monstruosidade de obras” e não foram poucas as situações em que teve de fechar as janelas e resguardar-se do ruído que se fazia ouvir.

“Tenho umas fotografias em que isto parecia nevoeiro e era um cheiro terrível. Eu não consegui abrir as janelas durante estes meses todos. Foi uma violência, uma falta de respeito por toda a gente”, desabafou, enquanto nos mostrava o que tinha recolhido.

É escritor e, como tal, há livros que precisam de ser escritos. Em março, altura em que as obras arrancaram, “tinha um livro que estava a escrever que tinha de entregar e atrasei três meses. Cheguei a começar a trabalhar quando acabavam e trabalhava a noite toda, mas depois não podia dormir de manhã porque tinha o barulho”, explicou, a encolher os ombros.

No tempo do anterior executivo, Jorge Marques fez de tudo para resolver a situação ou pelo menos reduzir o desconforto provocado pelas obras: escreveu artigos nas redes sociais, publicou vídeos e fotografias e “a Câmara sempre silenciosa”, apesar da questão ter sido “discutida na Assembleia” e “um vereador da Câmara ter vindo aqui e assistir a tudo”.

Quanto ao executivo recém-eleito, “já fiz chegar este incómodo a toda a gente” e “aguardo com bastante expectativa qual vai ser a análise que se vai fazer e o que que se pode ainda recuperar desta violência e desta destruição”, suspirou.

A conclusão da obra está prevista para o final do próximo ano. Ainda assim, Jorge Marques acredita que “as obras não acabarão na data prevista, nem custarão aquilo que estava previsto”, além da cobertura da praça que, no seu entender, “vai ser a destruição de um espaço que era bonito e que podiam ter feito obras de melhoramento de muita maneira, mas não”, lamentou.

Queixas que também são repetidas pelos empresários que envolvem a praça. Miguel Maia, proprietário do bar Old Skull Inn, compara a empreitada a “uma pedreira a céu aberto no centro da cidade”. A esplanada, logo em cima da praça, funciona, basicamente, quando acabam as obras porque enquanto duram as obras não há quem suporte quer o pó, quer o barulho que faz durante o período em que estão em funcionamento”, revelou.

Para o empresário, “para quem mora aqui ao lado ou para quem tem negócios aqui ao lado acaba por ser um prejuízo incalculável” até porque “ao sábado, que é o dia em que a esplanada poderia funcionar melhor, temos verificado que até às 16h00, continuam máquinas pesadas em elaboração e acabam por nos prejudicar”.

“Com as nuvens de pó que se geram aqui, com a deslocação de terra que se gera aqui, com as máquinas pesadas a partirem pedra ininterruptamente de manhã até às seis da tarde, obviamente que ninguém está disposto a apanhar com isso enquanto está numa esplanada”, concluiu.

Também José Miguel, proprietário do Poptail Bar, em frente a um dos portões que dá acesso ao interior do mercado, se queixa “dos camiões que param a estrada sem aviso prévio”, “do pó que é insuportável” e da porta que tem que manter fechado quando há descargas.

“Quando tenho um enorme camião que está a descarregar seja o que for, é mau para os clientes cá dentro a olhar lá para fora e ter um camião enorme a despejar coisas e a trazer pó e tudo mais, portanto, aquela porta fica fechada o que, mais uma vez, vai prejudicar o negócio”, lamentou, adiantando que “ao estar fechada, os clientes passam e pensam que nem estou aberto e continuam, sem se aperceberam que a outra porta está aberta”.

Além disso, já existiram dias em que teve que adiar a abertura do bar porque “esteve aí um camião, vim entre as 15h00 e às 15h30, percebi que o camião ia continuar aqui e não valia a pena estar a abrir porque o barulho e o pó era demasiado”, explicou, apesar de compreender, diz José, que se trata de uma obra que “ficou decidida e tem que ser feita”.

Para o proprietário do Poptail Bar, o maior constrangimento é mesmo “chegar aqui e ter tudo fechado, sem haver um aviso prévio. Uma pessoa nunca sabe com o que conta”, rematou.

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