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As ambulâncias continuam retidas nas urgências do Hospital de Viseu. Os bombeiros da região estão preocupados com esta situação que, dizem, tem vindo a repetir-se todos os anos e pedem soluções para não pôr em causa a prestação do socorro.
Segundo o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu, Guilherme Almeida, algumas ambulâncias chegam a ficar retidas quatro horas nas urgências.
O dirigente alerta para os atrasos no socorro e manifesta a sua preocupação com o tempo de espera das viaturas dos bombeiros no Hospital comprometendo desta forma o trabalho das corporações.
“Quando estão retidas duas ou três ambulâncias do corpo de bombeiros, a nossa preocupação é a reposição da prontidão do socorro. Temos a necessidade de prestar socorro às populações e, depois, não temos as ambulâncias para socorrer as pessoas quando, na verdade, estão no Hospital. Temos de aguardar que fiquem disponíveis ou porque não há macas ou porque os doentes ainda não foram triados e é isso o que nos preocupa”, explica.
Guilherme Almeida lembra que a situação tem ocorrido “todos os anos” e já é cíclica justificando as retenções com a gripe e também com a Covid-19, cujos casos têm vindo a aumentar na região nos últimos dias.
O dirigente da Federação de Bombeiros diz que o sistema de emergência médica “tem de dar resposta” a esta situação.
“Sugerimos que, a partir da segunda ambulância do mesmo corpo de bombeiros que esteja retida no Hospital, haja uma forma de libertar outras ambulâncias dando prioridade a essa situação para ser reposta a prontidão do socorro e não falhar o socorro às populações”, afirma.
Em resposta, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu reconhece que os meses de outono e inverno “são, tradicionalmente, de maior procura aos serviços hospitalares”, refletindo-se “numa maior afluência às urgências” e, consequentemente, no aumento dos tempos de espera dos utentes e dos profissionais que os transportam.
A administração do CHTV assume ainda, em comunicado, que “pontualmente, em horas de grande afluência, a demora pode ser mais prolongada que o tempo habitual”.
Mesmo assim, o Centro Hospitalar assegura que tem trabalhado “para garantir a eficiência do serviço e a assistência eficaz”.