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O presidente da Comissão Política Distrital de Viseu do PSD, Pedro Alves, ficou fora da lista de deputados aprovados pela Nacional, mas diz que vai continuar à frente do órgão distrital, apesar de terem sido desrespeitados os estatutos.
O social-democrata, que foi apoiante de Rangel e é deputado desde 2011, viu-lhe ser rejeitada a proposta que enviou para os órgãos nacionais e que incluía o seu nome.
“O mais importante do processo de escolha dos deputados não é se o Pedro Alves ficou ou não na lista. O mais importante é se se respeitaram ou não aquilo que foram as deliberações e os estatutos, em particular aquilo que foram as decisões dos órgãos distritais, e isso não foi respeitado por parte da direção nacional do partido. Havendo o desrespeito, não fiquei muito satisfeito com o aconteceu”, sustenta o social-democrata, no rescaldo da noite de aprovação em Conselho nacional da lista de deputados que decorreu em Évora.
Pedro Alves assegura que nada tem contra quem integra a lista por Viseu, até porque “merecem-nos total apoio e reconhecimento”, mas reforça a desilusão por “não haver respeito por aquilo que foram as determinações dos órgãos distritais”.
Agora, compromete-se, a Distrital do PSD vai continuar empenhada no “sucesso” eleitoral de 30 de janeiro. “Temo-lo feito, ao contrário de outras distritais do país, com vitórias quer seja em legislativas quer seja em autárquicas. Ainda recentemente recuperámos a maioria das câmaras para o PSD no distrito, tivemos mais votos e mais mandatos, e recuperámos a presidência da Comunidade Intermunicipal. O partido entendeu que as decisões dos órgãos distritais não eram idóneos para escolher deputados vamos então trabalhar para que possamos com esta equipa ganhar o país que é mais importante do que a condição individual do Pedro Alves”, sustenta.
Depois das eleições legislativas, o rumo poderá ser outro. Mas Pedro Alves diz que fica até ao fim da sua liderança na Distrital que está com mandato até setembro. “Continuo a ser presidente da Comissão Política Distrital e a acreditar no projeto que temos implementado no distrito de Viseu. Para já, o foco tem de estar nas eleições legislativas e ajudar Rui Rio a ser primeiro-ministro. Não misturamos as coisas”, finaliza.
E a lista aprovada na noite de terça-feira pela Comissão Nacional tem como primeiro candidato Hugo Carvalho, uma escolha direta de Rui Rio. Com ele segue Guilherme Almeida, que foi vereador na Câmara de Viseu, e que aparece como número dois. Seguem-se Cristiana Ferreira (membro da Assembleia Municipal de Tondela), Hugo Maravilha (presidente da Concelhia de Lamego) e Domingos Nascimento (ex-presidente da Assembleia de Tarouca). A lista é ainda constituída por Ana Raquel Pinto, Ana Pais e Paulo Bito.
Entre os suplentes estão quatro dos nomes indicados pela Distrital (Sofia Mesquita, José Luis Abrantes, Cláudia Damião e Idália Ribeiro). A lista encerra com Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura, presidente da Comissão Vitivinícola do Dão e desde sempre amigo de Rui Rio.
Nas últimas legislativas, em 2019, o PSD teve 36,24 votos e elegeu quatro deputados. O Círculo de Viseu é constituído por oito deputados.