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A greve dos trabalhadores de cantinas levou esta sexta-feira (10 de dezembro) ao encerramento de vários refeitórios na região de Viseu.
Centenas de pessoas aderiram à paralisação. Vários serviços foram afetados como escolas, hospitais privados e até o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que tem um centro de formação em Viseu.
O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Restauração e Similares do Centro, Afonso Figueiredo, em declarações ao Jornal do Centro, fala de uma “adesão significativa, tal como era expetável”.
“A adesão reflete-se no encerramento de cantinas escolares e não-escolares”, acrescenta.
Segundo o sindicalista, estão fechadas várias cantinas como é o caso das escolas Grão Vasco, Emídio Navarro, João de Barros (Marzovelos), D. Duarte e do Viso em Viseu, entre outras como os refeitórios do IEFP e do Agrupamento de Escolas de Nelas.
“Também estamos a falar de fábricas e de hospitais privados como a CUF e a Casa de Saúde S. Mateus, onde também há adesão. Isto demonstra que os trabalhadores se reveem nos motivos que levaram à convocação desta greve”, destaca Afonso Figueiredo.
O dirigente lembra que em causa estão as reivindicações de aumentos salariais “justos e dignos” e da negociação imediata do Contrato Coletivo de Trabalho com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, a associação patronal do setor.
Afonso Figueiredo lembra que não há negociações desde 2003 e diz que, nos últimos anos, os trabalhadores das cantinas tiveram uma “perda muito grande” do salário e do poder de compra.
O sindicalista reafirmou que um empregado de refeitório vai ganhar no próximo ano o salário mínimo quando obtinha 77 euros a mais há cerca de 20 anos.
Já uma cozinheira de terceira ganhava 124 euros acima do ordenado mínimo, mas deverá ganhar agora apenas mais de 10 euros, acrescentou Afonso Figueiredo.
Além destas reivindicações, os trabalhadores também querem uma melhoria das condições de trabalho e dos direitos laborais.
A paralisação foi convocada a nível nacional pela Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo (FESAHT) com mais de duas centenas de cantinas escolares do 1.º e 2.º ciclos estão encerradas e 100 por cento de adesão do setor escolar.
Segundo a federação sindical, a AHRESP “tem vindo a adiar sucessivamente as reuniões de negociações”.
Além disso, considera a FESAHT, “a AHRESP insiste na retirada de direitos importantes destes trabalhadores, como o subsídio noturno, quer reduzir o pagamento do trabalho suplementar, o trabalho em dia feriado e em dia de descanso semanal; pretende impor horários de trabalho de 12 horas diárias, horários concentrados e bancos de horas”.
A proposta de aumentos salariais para 2022 da AHRESP é “inaceitável”, segundo os representantes sindicais, “insistindo numa política de salários baixos ao ponto de pretender colocar os cozinheiros a receberam praticamente o Salário Mínimo Nacional”.