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O Bloco de Esquerda quer continuar a ser a terceira maior força política no distrito de Viseu nas legislativas de janeiro, garantiu esta sexta-feira (10 de dezembro) a cabeça de lista Manuela Antunes, que tem como mandatária Carolina Gomes, que esteve também ao seu lado na última campanha para as autárquicas.
Na apresentação da lista bloquista para o Parlamento, Manuela Antunes lembrou que, nas últimas legislativas em 2019, “faltaram muitos poucos votos para eleger” a então candidata Bárbara Xavier.
“Ficámos com a sensação de que alguém facilitou ou confiou de mais, ficou em casa e não foi votar e foi sempre aquela mágoa de ficarmos mesmo na beira. Nós queremos continuar a ser a terceira força política no distrito e a nível nacional. É uma daquelas coisas que nós vamos lutar e, até ao dia 30, muita coisa vai acontecer”, disse a ex-candidata à Câmara de Viseu.
Na sessão, a cabeça de lista enfatizou que é necessário combater as desigualdades e a falta de serviços públicos na região.
Manuela Antunes garantiu que o Bloco quer “devolver serviços roubados e garantir a qualidade de vida a toda a população” e assegurar maior investimento em áreas como a saúde. A bloquista revelou que o Agrupamento dos Centros de Saúde Dão Lafões não dispõe de centrais telefónicas e telefonistas para atender quem quer marcar consultas.
“É inaceitável que não existam centrais telefónicas e telefonistas em todo o ACES, aqui em Viseu e em todo o lado. Quem quer telefonar para marcar uma simples consulta não tem ninguém para atender do outro lado, o que provoca dificuldades no acesso para marcar consultas e outros serviços”, afirmou.
Manuela Antunes acrescentou que esta situação penaliza em particular os mais idosos. “São sempre as mesmas pessoas a serem discriminadas”, enfatizou.
Quanto ao Hospital de Lamego, a bloquista referiu que lá não há serviços de obstetrícia, “o que obriga as futuras mães a deslocarem-se a Vila Real para parirem os seus filhos e filhas”, além de não haver urgência pediátrica e serviços de ortopedia.
A cabeça de lista também garantiu que o Bloco não vai aceitar “investimentos patrocinados por dinheiro público que não respeitem o ambiente, as pessoas e que, depois de usados, são deitados fora”.
Manuela Antunes citou como exemplos a Stellantis Mangualde que, acusa, “insiste em pagar salários baixos e promove a precariedade na geração mais nova não renovando os contratos a termo e sobrecarregando os mais velhos” e a Covercar, em Nelas, cuja produção será deslocalizada para Marrocos, “provocando mais de 30 despedimentos”.
Quanto à lista que lidera, Manuela Antunes assegurou que está “empenhada em fazer a diferença, falar o que incomoda e defender a nossa região e o que realmente interessa às pessoas”.
“Queremos um distrito que coloque o território e as pessoas em primeiro lugar. Queremos ser uma região atrativa que não mande as pessoas embora e que atraia investimentos, mais emprego e mais serviços públicos, mas onde não pode valer tudo”, afirmou.
Manuela Antunes assegurou ainda que o Bloco quer combater “a exploração mineira intensiva e a política de que o lítio vai salvar o ambiente, que é uma narrativa para justificar atentados ambientais mas não é esta a transição energética que defendemos” e defender um ambiente sustentável e uma gestão florestal que garante a biodiversidade, acabando com as monoculturas de eucalipto.
Já o número dois da lista, Manuel Coelho, defendeu a “rápida conclusão” das obras no IP3 e “a remoção imediata das portagens da A24 e da A25”, além da reposição da iluminação nos nós de acesso e saída que, diz, foi “desligada aquando da colocação das portagens” há dez anos.
O candidato afirmou ainda que a mobilidade deve ter na ferrovia a sua “espinha dorsal”, defendendo o regresso da ligação por comboio a Viseu e também as obras na Linha do Douro, que atravessa o norte do distrito, e a sua aceleração na Linha da Beira Alta.
Nas últimas legislativas, o Bloco de Esquerda – que tinha Bárbara Xavier como cabeça de lista em Viseu – obteve 7,86 por cento dos votos no distrito.