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O executivo da Câmara de Mangualde aprovou na quinta-feira (16 de dezembro) o orçamento para 2022, com os votos contra da oposição PSD/CDS-PP, num valor superior a 34 milhões de euros (ME).
Na reunião de câmara, “o Município de Mangualde aprovou o orçamento para 2022, com os votos contra da coligação PSD/CDS-PP. O orçamento base é um dos maiores dos últimos anos, no valor global de 34.014.441 euros”, anunciou a autarquia num comunicado.
As Grandes Opções do Plano para o concelho estão assentes, segundo a nota de imprensa, num “investimento previsto no valor de 18.595.260 euros”, com as prioridades enquadradas no atual quadro comunitário de apoio, na estratégia do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e na estratégia do próximo programa europeu (Portugal 2030).
“Os eixos estratégicos prioritários assentam na inovação, na sustentabilidade dos recursos, na coesão social e na qualidade de vida dos mangualdenses”, justifica o executivo socialista liderado por Marco Almeida.
O orçamento da Câmara Municipal de Mangualde, continua, “pretende, de forma integrada, dar resposta à pandemia de Covid-19, à emergência energética, à emergência climática e à transição digital do concelho”.
A Câmara defende ainda que o Orçamento e as Grandes Opções são “documentos projetados com planeamento e visão estratégica, que procuram o exercício de boas práticas de gestão autárquica como o rigor e o equilíbrio orçamental”.
Desta forma, acrescenta, o executivo municipal “mantém políticas de controlo do endividamento, assunção de novas competências e responsabilidades no âmbito do processo de descentralização para as autarquias e reforço da qualidade de vida de todos os mangualdenses”.
O orçamento da Câmara Municipal de Mangualde para 2022 subiu cerca de 4 ME, em relação ao ano anterior, que atingiu “pouco mais de 30 ME”, segundo revelou, nessa ocasião, o também autarca socialista Elísio Oliveira.
Já o vereador da oposição, Joaquim Patrício, criticou o orçamento da autarquia falando de um documento que não tem visão estratégica.
“Este orçamento assenta a sua orientação em estratégias sem inovação, sem criatividade e sem ambição e com uma operacionalização da rotina e do dia-a-dia. Esta é a grande realidade. As grandes opções do plano e o orçamento são dos documentos mais relevantes e estruturantes para o nosso município e os eleitores e, como tal, não poderão ser só vistos como algo que se preocupa com o equilíbrio da receita e das despesas”, afirmou.
O opositor acrescenta que, no documento, não está “um único investimento que permita uma avaliação diferente”.
“Há bastantes itens com um euro de verba, daí a nossa decisão de que Mangualde tem a necessidade para dar o passo em frente com orçamentos diferentes”, afirmou.