No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
A Estrada Nacional 225, no concelho de Castro Daire, continua a ser um autêntico calvário e um risco para quem nela circula. A população ameaça mesmo ir para a rua e manifestar-se contra a situação da estrada, que também preocupa a Câmara Municipal.
O Parlamento já tinha instado em 2020 o Governo a avançar com a requalificação da estrada que liga Castro Daire a Arouca, após a entrega de uma petição com esta reivindicação, mas as obras ainda não arrancaram.
Em declarações ao Jornal do Centro, o presidente da Câmara de Castro Daire, Paulo Almeida, diz que, caso a estrada não tiver intervenção, o risco é cada vez maior para a realização de acidentes.
“Enquanto a estrada não tiver qualquer tipo de intervenção, vai continuar a degradar-se ano após ano e é o que tem vindo a acontecer. Nós temos vindo a registar a sinuosidade, as quedas constantes das barreiras, a supressão do pavimento, o piso irregular e a estrada continua no igual estado, com tendência para piorar durante o inverno”, afirma.
Segundo o autarca, “com a estrada em muito mau estado e a constante degradação, o risco é cada vez maior para que possa acontecer alguma desgraça”.
Paulo Almeida acrescenta que o executivo tem vindo a receber garantias de que a estrada ia avançar. O autarca diz ainda que a população quer manifestar-se contra o estado da via, tendo sido marcada “uma manifestação para esta altura, mas com a queda do Governo não fazia sentido estar a fazer agora em cima das eleições”. Contudo, caso a obra não avance “no início do próximo ano”, o protesto pode acontecer, acrescenta o presidente da Câmara.
Além dos condutores, também os bombeiros se queixam da EN225. O segundo comandante da corporação de Castro Daire, Fernando Albuquerque, explica que os operacionais têm mais dificuldade em chegar mais rápido aos locais mais longínquos ao percorrer a estrada.
“O estado do piso da estrada e as condições das barreiras que ladeiam a estrada acarretam bastantes preocupações porque, quando há episódios de mau tempo, as barreiras sofrem derrocadas, danificam a estrada e interrompem a circulação”, diz.
Fernando Albuquerque acrescenta que a estrada também afeta financeiramente os Bombeiros de Castro Daire “porque os veículos que transitem diariamente naquela estrada têm outras reparações e manutenções relativamente às viaturas que circulam noutras estradas com melhores condições”.
O socorro às populações também fica comprometido devido ao mau estado da via, acrescenta o segundo comandante.
“Nas situações de trauma, o transporte tem de ser mais cuidadoso. O transporte que poderia ser feito em cerca de uma hora pode chegar às duas ou três horas consoante a localização da ocorrência e isso acarreta não só transtorno para a vítima, mas também um atraso no acesso a cuidados de saúde que só podem ser dados em hospitais centrais, neste caso o Hospital de Viseu”, diz.
Numa nota de esclarecimento ao Jornal do Centro, a empresa Infraestruturas de Portugal diz que o projeto de requalificação da EN225 já se encontra concluído e, como ainda não foi possível proceder ao lançamento da empreitada, decidiu efetuar uma revisão e atualização do mesmo projeto.
A empresa pública acrescenta que, em resultado desta atualização já concluída, verificou-se “indispensável aumentar o valor do preço base da empreitada, adequado às condições atuais do mercado”.
O projeto de execução previa um na requalificação da estrada.