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Foi aprovado, com os votos contra da oposição, o orçamento para 2022 da Câmara de Carregal do Sal, avaliado em 13 milhões de euros.
O documento procura assentar-se em quatro eixos considerados fundamentais para o executivo PS. O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Paulo Catalino (eleito nas últimas autárquicas), fala de um documento “de transição, tendo em conta que tivemos eleições em setembro”.
“Não obstante, nós, para além de quereremos assumir o compromisso do anterior executivo, temos quatro eixos fundamentais de investimento”, garante.
Uma das prioridades passa pela requalificação da Casa do Passal, a antiga residência do ex-cônsul Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato que irá passar a museu numa iniciativa que, diz Paulo Catalino, se reveste “de grande importância para o concelho”.
A Câmara quer ainda requalificar o Centro de Saúde e o Centro Educativo locais, obras que são consideradas importantes para o seu presidente que enaltece a saúde e a educação como outros eixos fundamentais para a política do seu executivo.
Paulo Catalino acrescenta que a autarquia vai manter o apoio e o investimento na habitação social, uma medida que visa apoiar “os munícipes que têm uma oportunidade de ouro para poder melhorar as suas casas e fazer obras”.
O presidente da Câmara quer também fazer obras de eficiência energética nalguns equipamentos, nomeadamente as piscinas, a Biblioteca Municipal e o Pavilhão Municipal, “para tornar estes espaços mais aprazíveis e com uma eficiência voltada para o combate às alterações climáticas e a necessidade de fazermos uma melhor recuperação dos nossos recursos”.
A oposição votou contra o orçamento. O PSD e o movimento Cidadãos Independentes pelo Concelho do Carregal apresentaram uma declaração comum na Assembleia Municipal, afirmando que não foram solicitados para contribuir para a elaboração do documento.
Os dois grupos de oposição afirmam ainda que o orçamento está “sem criatividade, coragem e ousadia para a mudança tão prometida pelo atual executivo nas últimas eleições autárquicas”.
“No que ressalta de novidade, fica-se pelas meras intenções e com muitas verbas abertas com financiamento não definido. A “frustração” será grande para o concelho e para os munícipes que acreditaram na “ilusão” que lhes foi “vendida” antes das eleições autárquicas”, acrescentam na declaração.
A oposição alerta para a subida do endividamento do município, por causa sobretudo do aumento da despesa e do “brutal e até escandaloso aumento de despesa com pessoal, mercê das admissões quase diárias de colaboradores para o quadro de pessoal da Câmara Municipal”, e para o futuro condicionado “pela previsão de várias revisões orçamentais”.
“Não se descortina os mecanismos e as propostas de execução que possam responder aos diversos problemas do nosso concelho. (…) São documentos que não cumprem o programa com que o PS se apresentou aos munícipes e com que ganhou as eleições. Falamos, por exemplo, da atração de novos investimentos para o concelho, algo que já se vê noutros concelhos vizinhos”, apontam.