No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, insiste que o corte do trânsito em parte da Avenida Alberto Sampaio será a melhor decisão para a cidade e para quem vive e tem negócios na artéria.
O assunto voltou a ser discutido na reunião do executivo desta quinta-feira (20 de janeiro).
O autarca já tinha ponderado avançar com a pedonização da avenida para dar lugar aos peões,
Aos jornalistas, Fernando Ruas garantiu que a decisão ainda não está tomada e revelou que já recebeu um pedido da Associação Comercial para debater o assunto “mais uma vez”.
O autarca garantiu também que a autarquia irá dialogar com os moradores da Alberto Sampaio e não escondeu que nem todos são favoráveis à mudança.
“Nunca faria isto sem falar com os moradores e tenho a certeza absoluta que não terei o apoio total porque há de haver gente que é contra… Agora, tenho depois de avaliar e avaliar coletivamente e, em função do que for avaliado, deve ser tomada a decisão”, disse.
Fernando Ruas afirmou que gostaria muito que a Avenida Alberto Sampaio fosse mais pedonizada e que acredita que “a cidade, os moradores e os comerciantes só tinham a ganhar com um espaço assim”.
Além da Avenida Alberto Sampaio, o autarca de Viseu também quer que os peões circulem livremente na Rua do Comércio. Fernando Ruas assumiu ter-se arrependido de não ter tomado a decisão mais cedo.
“Houve falta de coragem em não contestar os argumentos utilizados porque, em boa verdade e reanalisando-os, não vejo nenhuma lógica para não ser assim. O que nos dizem é que o carro aumenta a possibilidade de ir à Rua do Comércio… nunca vi ninguém a parar ali de carro”, argumentou.
O presidente da Câmara afirmou também que se a tendência passa por aumentar o espaço pedonal, “não podemos ser insensíveis a isso”, e apontou para o exemplo de Espanha.
“E temos alguns elementos que nos permitem ter alguma coragem. Nós vemos cidades espanholas e todas elas optaram com grande coragem por pedonizar os centros e o comércio até aumentou. Portanto, não quero nada que prejudique os comerciantes”, concluiu.