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A candidatura do Bloco de Esquerda de Viseu para as legislativas reconhece que os sapadores florestais devem ter um estatuto profissional e também melhores salários.
Os bloquistas acompanharam esta terça-feira (25 de janeiro) o trabalho no terreno da primeira brigada de sapadores florestais da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.
O partido defende mais pessoal para fazer face à prevenção contra os incêndios florestais. A cabeça de lista, Manuela Antunes, lamentou que ainda não tenha sido implementado um “plano sério” de recuperação das áreas devastadas pelas chamas após os fogos de 2017.
“É preciso muita gente para fazer a gestão de combustível e fazer a prevenção dos incêndios. Portanto, está tudo relacionado no sentido de que precisamos de mais pessoas no terreno e melhor investimento e trabalhar mais na prevenção para não termos os problemas que costumamos ter de incêndios”, disse.
A candidata reiterou que é preciso fazer a recuperação do território consumado pelos incêndios e “plantar espécies autóctones que protejam todo o ambiente e previnam mais incêndios devastadores”.
O partido reconheceu também o trabalho dos sapadores florestais. Manuela Antunes disse que a carreira profissional “é fundamental” para a valorização desta classe.
“Os sapadores florestais fazem um trabalho incrível e que é mesmo difícil e duro. E é preciso valorizar estes profissionais através da criação de uma carreira e de incentivos para que mais pessoas consigam vir para esta profissão, até porque a falta de profissionais é gritante”, afirmou a cabeça de lista por Viseu.
O Bloco de Esquerda lembrou também, numa nota, que os sapadores ganham atualmente o salário mínimo nacional, o que constitui o “salário mais baixo de toda a organização de proteção civil”.
Para esta classe, o partido defende “a criação de melhores condições laborais, passando pela atribuição do Suplemento de Risco” e a classificação da profissão de sapador florestal como uma de desgaste rápido, contribuindo “para combater a dificuldade de manutenção e constituição de novas equipas”.
Os bloquistas acrescentam que estes profissionais “representam uma força inigualável em matéria de defesa da floresta contra incêndios, desenvolvendo um valioso trabalho durante o período crítico ao nível da vigilância, como em ações de combate, apoio ao combate, rescaldo e consolidação pós-incêndio”.