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Os produtores do vinho do Dão começam a ficar preocupados com a falta da água. A União das Adegas Cooperativas da Região do Dão (UDACA) já solicitou a intervenção das federações que representam o setor.
A seca tem atingido bastante a região de Viseu nos últimos dias e, caso a situação não melhore, o distrito pode entrar em seca extrema.
O presidente da UDACA, Fernando Figueiredo, avisa que, se não chover nos próximos dias, a situação vai ser “gravíssima”.
“Preventivamente porque as coisas não estavam a correr muito bem, fizemos saber junto da nossa confederação Confagri e da nossa federação Fenadegas o problema que estávamos a viver. Se mantiver a situação tal como está, a situação da vinha vai ser gravíssima porque vai precisar de humidade e água e não tem”, acrescenta.
Além da seca, os viticultores também se queixam do aumento dos custos de produção. Fernando Figueiredo diz que a UDACA não pode fazer mais do que pedir ajuda para que os associados consigam resolver a situação.
O dirigente acrescenta que os custos de matérias-primas necessárias para a produção, nomeadamente adubos e herbicidas, “têm disparado”. “Tudo isso preocupa e leva que as pessoas ponham em causa o futuro da exploração vitivinícola nesta região”, conclui Fernando Figueiredo.
Além do vinho, a seca também tem preocupado os produtores de maçãs do distrito, nomeadamente da maçã de montanha, da Beira Alta e Bravo de Esmolfe. O presidente da Associação de Fruticultores de Armamar, José Osório, antevê que, caso não haja chuva, “a floração poderá ser afetada” nos extensos pomares de macieiras do concelho.
Já o presidente da Felba, que gere e promove a DOP Maçã Bravo de Esmolfe e a Maçã da Beira Alta, Belarmino Alves, mostra-se preocupado com as temperaturas que se têm registado e que poderão antecipar a rebentação das macieiras.
“Se isto continua assim, vai tudo rebentar muito mais cedo e depois vem outra vez o gelo que dá cabo de tudo”, alertou à Lusa.
Além da maçã, a produção do queijo Serra da Estrela também pode ser comprometida em zonas como Penalva do Castelo por causa da seca.