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Enfermeiros do hospital de Viseu ensinam quem cuida dos doentes paliativos

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 Enfermeiros do hospital de Viseu ensinam quem cuida dos doentes paliativos

Carla Santos e Renato Santos, enfermeiros no Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), vão lançar um projeto de apoio aos cuidadores de doentes dos cuidados paliativos.

A ideia, que visa dar formação aos cuidadores, surgiu há dois anos mas só agora se tornou uma realidade, depois de os profissionais de saúde terem proposto o projeto “(Ser) Cuidador em Cuidados Paliativos” à edição 2021/2022 do Orçamento Participativo da Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros.

Carla Santos e Renato Santos, que fazem parte da equipa intra-hospitalar de suporte de cuidados paliativos do CHTV, acabaram por ganhar e vão agora dar vida à iniciativa.

“Este projeto surgiu de uma necessidade nossa, porque fazemos internamento e consulta externa e percebemos, ao longo destes anos, que é cada vez mais difícil ter os doentes a ser cuidados em casa, também por falta de equipas comunitárias que deem suporte e daí advêm muitas das inseguranças dos cuidadores”, explicou Carla Santos.

A enfermeira acredita que com este projeto, doentes e cuidadores podem ter uma melhor qualidade de vida.

“Culturalmente nós evoluímos para um processo de fim de vida no hospital e cada vez menos em casa. Achámos que poderia ser interessante concorrermos com um projeto financiado para capacitar cuidadores, nas várias áreas de intervenção dentro dos cuidados paliativos de forma a que os doentes possam estar em casa com mais qualidade de vida e os próprios cuidadores também”, destacou.

O projeto consiste em duas formações, uma teórica e uma prática, ao longo de seis meses, com duas formações por mês. Cada formação terá 10 participantes.

“Na parte teórica vamos abordar alguns temas dos cuidados paliativos, da higiene, posicionamentos, questões éticas relacionadas com a parte da alimentação em fim de vida. A parte prática será mais direcionado ao auto-cuidado do cuidador e de algumas terapias não farmacológicas que também ajudam a melhorar o bem estar do doente, como massagem, aromaterapia e outras terapias”, explicou Renato Santos.

No final do projeto implementado, que terá a duração de seis meses, será feira uma avaliação “através de escalas para verificar se a qualidade de vida do doente melhorou e se o cuidador está menos exausto do que estava no inicio da formação. Vamos ter o cuidado de fazer essa avaliação para depois perceber se foi ou não eficaz. Mias tarde será para publicação e até para implementar no nosso trabalho”, disse o profissional.

O projeto surgiu depois de Carla Santos e Renato Santos perceberem que os cuidadores precisam de ser esclarecidos e ajudados.

“Temos um telefone de serviço e facultamos esse contacto ou ao doente ou ao cuidador, não está ligado 24 horas, está ligado no nosso horário de trabalho, e de facto os telefonemas são nesse sentido. São dúvidas que podem ser esclarecidas se houver essa capacitação, claro que depois com ajustes de medicação, por exemplo, vai continuar a haver este apoio telefónico, mas há algumas questões e dúvidas dos cuidadores, e inseguranças, que nós podemos ajudar e foi através deste apoio continuado que detetámos estas”, esclareceu Carla Santos.

Os mentores do projeto acreditam, aliás, que com esta iniciativa se possam reduzir as idas às urgências.

“Às vezes as pessoas sentem que não são capazes, mas se forem ajudadas e acompanhadas é muito difícil e os doentes acabam por vir para o serviço de urgência. Achamos que este projeto tem muitas vantagens, inclusivamente tentar ao máximo reduzir as vindas ao serviço de urgência, porque os cuidadores têm muitas dúvidas e não sabem como agir e achamos que isto também pode diminuir as vindas e as hospitalizações por exaustão”, destacou Carla Santos.

Para integrar o projeto, os responsáveis vão contactar os cuidadores que já integram “o ficheiro de consulta externa” e as equipas comunitárias de paliativos, para que possam identificar possíveis participantes.

Carla Santos e Renato Santos explicaram ainda que lidam com doentes de várias idades e que a pandemia veio ajudar a que a ideia ganhasse cada vez mais forma.

“Trabalhamos só com adultos, mas temos doentes muito jovens, dos 40 para cima e até com menos. Alguns que faleceram acompanhados por familiares tinha 50/60 anos. A pandemia veio acentuar e muito as necessidades. Houve equipas a fechar, com diminuição de pessoal, redução das visitas nos hospitais, não foi fácil”, concluiu.

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