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População de Beijós prepara manifestações contra descargas poluentes na freguesia

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
10.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
10.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 População de Beijós prepara manifestações contra descargas poluentes na freguesia

As autoridades já estão a investigar os possíveis focos de poluição no Poço da Relva e na Ribeira de Travassos, que atravessam toda a povoação de Beijós, no concelho de Carregal do Sal.

A situação tem sido vivamente contestada pelos populares, que já colocaram tarjas e cartazes como protesto.

A população queixa-se de constantes descargas poluentes e responsabiliza a estação de tratamento de águas residuais recentemente inaugurada no concelho vizinho de Nelas. Responsabilidade essa que é também atribuída pela Câmara de Carregal do Sal.

O Jornal do Centro apurou que a GNR e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), atendendo às manifestações de desagrado das populações, realizaram no sábado (10 de fevereiro) colheitas de água na ETAR e na ribeira. As amostras estão agora a ser analisadas.

A Junta de Freguesia de Beijós também já avançou com várias denúncias sobre as descargas junto da APA e da GNR.

O presidente da Junta, Carlos Batista, revela que a autarquia está a preparar com a população local uma manifestação em protesto contra a poluição na freguesia. Uma iniciativa que será, acrescenta, “da comunidade toda”.

Em declarações ao Jornal do Centro, o autarca confirma que tem enviado queixas diárias às autoridades. “Temos vindo a alertar as autoridades competentes da situação que está a correr. Já fazemos queixas desde julho de 2021 e de então para cá quase diariamente”, diz.

Carlos Batista adianta ainda que as diversas inspeções da APA e do SEPNA da GNR confirmam que a origem dos focos de poluição vem da ETAR de Nelas.

“Está confirmado porque a APA confirmou-nos isso mesmo e disse-nos, na altura (2021), que a ETAR estava com problemas de processamento dos resíduos numa fase inicial. Mas já passou mais de meio ano e continuamos com os mesmos problemas ou ainda pior”, lamenta o presidente da Junta de Beijós.

Já uma das moradoras de Beijós, Maria Melo, diz que a situação “está a piorar” a cada dia que passa. “Sabemos que as descargas vêm de Nelas, onde há várias empresas que fazem descargas que vêm diretamente para esta ribeira”, acrescenta.

A moradora considera que a ETAR inaugurada no ano passado em Nelas, com um investimento de cinco milhões de euros, “não está a tratar realmente as águas que vêm das empresas”. “Neste momento, a nossa ribeira é só espuma branca que se vê em qualquer lado. As autoridades competentes já sabem, mas pouco ou nada fizeram”, lamenta.

Também o popular José Teixeira aponta o dedo ao concelho de Nelas e lamenta que ninguém intervenha para pôr um fim às descargas poluentes. “Se a ribeira estivesse em condições normais, mal água tinha para beber os animais”, diz, lembrando que os habitantes de Beijós dependem da água da ribeira para a agricultura.

“Nelas não precisa disto porque tem muitos supermercados e muito rendimento per capita, mas nós só pedimos que, se houver algum organismo que se digne de ter esse nome neste país, que apareça. E, como sou um cidadão honesto e não devo nada a ninguém, só peço respeito”, acrescenta revoltado.

Mariana Abrantes compara o estado das ribeiras a “uma máquina de lavar a roupa tresloucada e cheia de espuma”. A moradora garante que a população encara esta situação como ilegal.

“Dizem-nos que tudo isto é normal e está legal, mas consideramos que não é aceitável e não pode estar legal, a menos que seja uma legalidade suja. E vamos provar que isto não está como deve ser e vamos fazer tudo para que possamos salvar a nossa ribeira porque, sem ela, Beijós não vai existir como tem existido há três mil anos”, assegura.

De acordo com as autoridades, só os resultados das análises podem concluir se as descargas realizadas pela ETAR Nelas 3 estão ou não dentro dos parâmetros legais.

Caso sejam provados os focos de poluição, a situação pode dar origem a contraordenações ambientais que podem chegar entre os 36 e os 216 mil euros nas multas graves e de 240 mil a 5 milhões de euros nas contraordenações muito graves.

A situação tem vindo a repetir-se há alguns anos. A ETAR 3 de Nelas foi inaugurada em junho do ano passado e já provocou polémica na altura por provocar descargas na Ribeira de Travassos.

Na altura, a Junta de Freguesia de Beijós identificou o foco de poluição e comunicou a situação às autoridades, com queixas entregues à GNR, à Agência Portuguesa do Ambiente e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

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