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Foi condenado a 19 anos de prisão o homem que matou a companheira, no Bairro de Paradinha, em Viseu. O arguido vai ainda ter que pagar uma indemnização de 65 mil euros, a favor dos herdeiros da vítima.
O caso remonta a janeiro do ano passado e o crime foi hoje (15 de fevereiro) dado como provado, no Tribunal de Viseu. O arguido foi condenado por homicídio qualificado.
Henrique Rodrigues, de 36 anos, asfixiou a companheira até à morte, com recurso a um “cabo comprido e flexível, com quem estava há 15 anos. Numa fase inicial o homem também conhecido por “Tito”, alegou que Anabela Almeida, de 47 anos, tinha morrido de causas naturais, mas o tribunal disse não ter dúvidas que foi Henrique Rodrigues “o autor dos acontecimentos que levaram à morte da vítima”.
Além das causas da morte de Anabela Almeida, o juiz disse serem várias as informações erradas apresentadas pelo arguido. O tribunal provou que Anabela já estava sem sinais de vida quando o arguido saiu de casa, o que contraria a versão apresentada por Henrique Rodrigues que disse que quando saiu para trabalhar a companheira ainda estava viva; também a posição do corpo da vítima deixou dúvidas já que o arguido disse que quando a encontrou a virou de barriga para cima, mas as lesões que Anabela apresentava nas costas vieram demonstrar que esteve várias horas de barriga para cima; Tito lançou ainda a tese de uma terceira pessoa, mas não foram detetados quaisquer sinais de arrombamento ou invasão da habitação.
O juiz presidente disse que Henrique Rodrigues teve “ausência de respeito pelo tribunal e pela vítima”, que omitiu o que se passou durante todo o processo, que mentiu dizendo que a companheira estava viva quando saiu de casa e que este apresentou uma “frieza de espírito”, já que foi trabalhar depois de ter matado a companheira, quando saiu ainda foi a uma pastelaria e só horas mais tarde deu o alerta para a morte de Anabela Almeida.
No final da leitura do acórdão, Tito voltou a dizer que estava inocente e disse perante o juiz que estavam “a julgar a pessoa errada”. “Eu sou homem para assumir os meus crimes (…) Não posso confessar uma coisa que não fiz”, disse Henrique Rodrigues.
O arguido vai aguardar em prisão preventiva até o acórdão transitar em julgado e a defesa poderá ainda recorrer.