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Incêndios: Situação continua a ser extrema, diz comandante da Proteção Civil

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
14.07.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
14.07.22
Fotografia: Jornal do Centro
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A Proteção Civil registava às 12h00 desta quinta-feira seis incêndios florestais, nos distritos de Leiria, Aveiro, Porto e Viana do Castelo, que merecem “maior destaque e acompanhamento”, num dia em que a situação continua a ser extrema.

Num balanço feito na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, afirmou que há 12 incêndios ativos, seis dos quais “merecem maior destaque e acompanhamento”.

Segundo André Fernandes, os incêndios em curso mais preocupantes lavravam em Abiul, no concelho do Pombal, em Caranguejeira (Leiria), outro em Pombal, Lindoso (Ponte da Barca), Baião (Porto) e Oliveira de Azeméis (Aveiro)

Estes seis incêndios mobilizam 1.454 operacionais, 425 viaturas e 20 meios aéreos.

O comandante nacional da ANEPC deu também conta que já foram dominados os fogos que deflagraram na quarta-feira em Montenegro (Faro), Abrunhosa-a-Velha (Mangualde), Palmela, Caminha e Seia (Guarda).

“Desde as 0h00 e até às 12h00 de hoje foram registados 71 incêndios, enquanto à mesma hora de quarta-feira tinham ocorrido 59”, disse o responsável, sublinhando que “a situação é extrema do ponto de vista meteorológico” e que não vai melhorar.

O comandante nacional precisou que, “face às condições meteorológicas, a situação é preocupante em todo o país”, mas em especial na região Centro, nomeadamente nos distritos de Leiria e Santarém, que têm sido os mais fustigados pelos fogos.

“As condições meteorológicas são realmente adversas e qualquer pequena ignição tem um potencial à cabeça para se tornar numa grande ignição. As condições meteorológicas existentes não facilitam as ações de combate, não só porque as oportunidades para um combate efetivo e eficaz durante o dia são inexistentes e à noite são reduzidas, isto cria um esforços nos operacionais e um stress na população”, disse.

André Fernandes apelou novamente à população para que adeque os comportamentos face a esta situação e que não use o fogo e maquinaria nos espaços florestais e rurais.

Segundo a ANEPC, desde o dia 08 de julho ocorreram 9.004 incêndios rurais, que envolveram 30.299 operacionais, 8.141 meios terrestres e 452 missões para os meios aéreos.

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