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A Interecycling, em Tondela, quer mudar o modo de trabalhar em fábrica, usando robôs a trabalhar em parceria com o ser humano. A empresa está envolvida num consórcio europeu que está a desenvolver robôs para ajudar no trabalho de reciclagem de aparelhos elétricos e eletrónicos.
O consórcio HR Recycler junta 13 entidades e a Interecycling é o único parceiro português. O projeto, que envolve um investimento de quatro milhões de euros financiado por fundos comunitários, começou no final de 2018 e deve terminar em novembro deste ano.
Esta semana, estão a ser testados alguns dos robôs na empresa sediada na Zona Industrial do Lajedo. A equipa que está a realizar a experiência é composta por duas dezenas de pessoas de várias instituições ligadas ao consórcio.
Os robôs estão a ser desenvolvidos para ajudar os operários em várias tarefas. Segundo Liliana Marques, a diretora do projeto, tratam-se de robôs que foram programados para fazer diferentes funções e “trabalhar colaborativamente com os funcionários”.
“Foi feita uma seleção das várias tarefas porque teve de se analisar quais as tarefas que a empresa tem e o que é mais importante. Quando chegam os camiões com muitas coisas, é uma tarefa monótona, chata e fisicamente muito desgastante. Quem está a fazer isto durante semanas, meses e anos chega a certa altura e acha que a vida não tem grande interesse. E o que se tentou fazer foi desenvolver um robô. Não é colmatar a função, é sim ajudar e auxiliar”, explicou.
O projeto envolve três empresas recicladoras e são quatro os robôs que estão a ser criados, sendo que a tecnologia mistura robótica e inteligência artificial para ajudar os colaboradores.
Liliana Marques salientou as vantagens do uso dos robôs, frisando que eles visam retirar aos trabalhadores “fadiga em coisas monótonas e repetitivas para fazer e que, paralelamente, causa doenças profissionais e retirar algumas funções que causam algum perigo”.
O projeto HR Recycler está agora na fase final de desenvolvimento. Liliana Marques disse que pode ser ainda cedo para implementar esta tecnologia.
“O caminho está-se a fazer caminhando. É bem provável que, daqui a mais de um ano, a ferramenta esteja muito mais afinada. É preciso ainda limar algumas coisas. Queremos ser parceiros e a empresa sempre olhou para o futuro e zelou pelo ambiente. O objetivo é fazermos parte da evolução”, afirmou.
O projeto tem sido desenvolvido em quatro fases, envolvendo parceiros de Grécia, Espanha, Alemanha, Portugal, França e Bélgica.