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O presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), José Costa, quer que a instituição tenha mais alunos no próximo ano letivo. As vagas para o acesso ao ensino superior foram abertas esta segunda-feira e o IPV tem um total de 1.350 vagas. Para o presidente da instituição, as expetativas são elevadas.
“A expetativa é que tenhamos um aumento do número de estudantes no final de todas as fases de candidatura, nem que seja mais um. Nós temos de ter mais, não podemos perder estudantes”, disse José Costa aos jornalistas após ter recebido a ministra do Ensino Superior, Elvira Fortunato, que passou hoje por Viseu no âmbito de um roteiro pelas instituições da área.
José Costa admitiu que o grande objetivo do IPV – que tem um total de 6.200 alunos – passa por tentar atrair aqueles que ponderam acabar os estudos no 12.º ano, realçando que há 1.500 jovens “que acabam o profissional e o secundário e, depois, não continuam os seus estudos”.
“Nas candidaturas, temos entre 60 e 70 por cento de estudantes da região, o que quer dizer que ainda podemos crescer mais e, acima de tudo, temos de encontrar soluções para que os alunos que terminem o secundário e o profissional ingressem no Instituto”, afirmou falando de um grande desafio “porque qualificar as pessoas é também dar mais-valias para o território”.
Segundo José Costa, o Instituto tem este ano “cerca de 40 vagas a mais”. O responsável também traçou como desafio apostar mais nos alunos internacionais, que, segundo o próprio, são cerca de 400 a integrar o IPV no seu todo.
José Costa referiu que, na reunião com a ministra do Ensino Superior, foram abordadas as principais preocupações que rodeiam o IPV. O dirigente garantiu ainda que demonstrou a Elvira Fortunato as suas preocupações sobre as instalações da Escola Superior de Educação, que funciona no mesmo edifício junto ao centro histórico de Viseu há cerca de 40 anos.
“É algo que preocupa a senhora ministra e que também nos preocupa. Nós temos de encontrar soluções para, até no âmbito da formação de professores, que é hoje uma emergência completa, melhorar essas instalações que são fundamentais para os estudantes e os docentes”, disse.
Questionado se estava em cima da mesa uma eventual mudança da ESEV para o Campus Politécnico, José Costa disse que, na reunião, não foi discutida nenhuma solução para o futuro da escola.
“Vivemos numa oportunidade excelente”, disse ministra
Já Elvira Fortunato, ministra da Ciência e do Ensino Superior, garantiu ter ouvido as preocupações lançadas durante a visita ao IPV, afirmando que não falta dinheiro para resolver os problemas do ensino superior.
“As queixas são um pouco comuns a todas as instituições e também já eram as nossas antes de ocuparmos estas funções. Estamos muito cientes das necessidades que o sistema do ensino superior tem a nível nacional e estamos aqui para arranjar soluções para todos os problemas que temos. Acho que vivemos agora numa oportunidade excelente. Temos aquilo que nunca tivemos até hoje, que é tanto investimento em simultâneo. Temos uma série de projetos no âmbito do PRR, temos o próximo programa-quadro e penso que não é por falta de financiamento que muitos dos nossos problemas não se vão transformar em soluções”, afirmou.
Sobre o acesso ao ensino superior, Elvira Fortunato garantiu que a prioridade passa por aumentar as vagas “mais estratégicas, nomeadamente nas tecnologias digitais”, mas também na formação de professores.
“Estamos com muita carência de professores para os ensinos básico e secundário e isso tem de ser uma aposta grande de todos nós para termos bons e mais professores no ensino”, disse a ministra.
No concurso de acesso, cujas candidaturas começam esta segunda-feira, o curso de Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Viseu é o que mais vagas disponibiliza dentro do universo do IPV: 86.
O curso com menos lugares disponíveis é o de Gestão Turística, Cultural e Patrimonial, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, onde há 21 vagas. Lamego tem um dos 37 novos cursos disponíveis a nível nacional: Gestão Comercial.