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Feirantes expectantes com regresso da Feira Franca. Crise preocupa e faz aumentar os preços

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.08.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.08.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Feirantes expectantes com regresso da Feira Franca. Crise preocupa e faz aumentar os preços

Os feirantes fazem os últimos retoques e preparam-se para o regresso da Feira de São Mateus, que abre portas já esta quinta-feira, em Viseu. A organização e os próprios empresários esperam uma enchente de público, logo na abertura, ainda assim muitos estão preocupados porque não sabem como vai ser a retoma do evento que esteve dois anos parados devido à pandemia. A crise e a quebra de rendimentos também assustam.

“Estou com um bocado de receio”, confessa Joaquim Matos, proprietário de dois restaurantes no “bairro das enguias”, enquanto analisa algumas faturas.

O empresário de 76 anos, e que faz a Feira Franca há 56, está preocupado com o aumento do preço das matérias-primas que depois se vai refletir no consumidor final.

“As enguias vão ser o dobro do preço. Eram a 10 e vamos vender a 20 euros”, adianta, salientando que a culpa é da guerra.

“Não sei se vai afastar os clientes, é quase como quando entramos aqui no primeiro ano porque estivemos parados dois”, explica.

Nas farturas, outra das iguarias mais procuradas no certame, o preço também vai mexer. Meia dúzia de doces custavam dez euros, agora estão a 12.

“O preço teve uma ligeira subida”, explica Carlos Gonçalves, das Farturas Lisboa Brunato, que justifica esta atualização com o aumento dos preços.

O empresário, que participa na Feira de São Mateus há 50 anos, está com boas expectativas.

“Espero um evento para compensar as feiras anteriores. Pelo que se passa nas outras feiras, onde há enchente todos os dias, aqui vai ser igual”, antecipa.

Menos animado está João Miranda, um dos 300 expositores presentes no certame.

“Já vimos cá há muitos anos porque é uma feira bem organizada”, começa por explicar, acrescentando que este ano espera uma “feira razoável, não como em 2019, que foi um ano mais ou menos bom”.

“Com a pandemia, nas coisas caras não vai ser fácil. Tivemos já outros eventos e já notamos que o dinheiro está a faltar às pessoas”, revela o vendedor de objetos de decoração e louça para a cozinha natural de Barcelos, enquanto acaba de arranjar a sua banca.

Quem está expectante é Carla Morais, que com a mãe, explora um espaço de venda de gelados. O negócio arrancou há mais de duas décadas. Só vendem gelados no secular certame.

“Espero que seja muito forte, eu acho que vai ser, as pessoas têm vontade de sair, de se divertirem”, argumenta.

Com mais dez dias de evento, a vendedora de gelados só espera que o São Pedro dê uma ajuda ao negócio.

“Se o tempo estiver bom é sempre bom, se estiver calor como agora vai ser bom”, antecipa.

A comida é sempre das áreas mais concorridas, mas também a zona dos divertimentos, onde está tudo apostos para acolher os visitantes, sobretudo os mais novos que são quem mais procura os momentos de diversão e adrenalina.

“Espero que seja uma boa feira. Já fizemos outras festas e tem corrido bem, graças a Deus as pessoas têm vindo com força e vontade. Nota-se que têm vontade de se divertirem um bocado depois destes dois anos que foram massacrantes para toda a gente”, afirma Nelson Anunciação, proprietário de uma montanha russa. O empresário faz a Feira Franca há dez anos.

O presidente da Associação de Feirantes da Feira de São Mateus também está animado e com “boas perspetivas”, ainda que algo reticente devido “à situação económica do país, que não está nada favorável”.

Delfim Vaz antecipa uma enchente já na abertura do evento esta quinta-feira, até porque as entradas vão ser livres. Já quanto aos restantes dias, defende que dependerão sempre “do tempo”

Feirante há 33 anos, nos últimos dois quais com um espaço de restauração, o empresário diz que nesta edição sentiu pela primeira vez dificuldades em arranjar mão de obra.

“Os outros anos havia sempre estudantes que vinham, agora são poucos. Quem aparece são os brasileiros. Isto há dez anos até tínhamos dificuldade em selecionar o pessoal”, conta, salientando que vai manter o mesmo número de pessoas a trabalhar, ainda que muitos não tenham qualquer experiência em servir às mesas num evento que atrai milhares de visitantes.

Quem também se queixa da falta de pessoal é o vendedor de farturas Carlos Gonçalves. “Tem sido difícil arranjar gente para trabalhar. Uns não querem trabalhar, outros não querem perder o rendimento, a malta nova não se dedica ao trabalho”, lamenta, adiantando que este ano irá trabalhar com uma equipa reduzida.

A Feira de São Mateus arranca esta quinta-feira e só termina a 21 de setembro, naquela que é a maior edição de sempre.

Ao longo dos 49 dias, a Feira Franca mais antiga do país vai oferecer aos visitantes mais de 130 eventos. A abertura da iniciativa está marcada para as 21h30, numa sessão que vai ser presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Pelo palco da feira passarão nomes como Kevinho, Álvaro de Luna, Lucas Netto, José Cid, Os Quatro e Meia, Mishlawi, DAMA, Fernando Daniel, Toy, Grupo Revelação, Moullinex Dj Set, entre outros artistas.

Nos 75 mil metros quadrados de recinto vão estar 300 expositores. Não faltarão as habituais propostas gastronómicas da região, num programa que inclui diversos eventos desportivos, como a Meia Maratona de Viseu, o Constálica Rally Vouzela e Viseu e o Torneio Internacional de Andebol.

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