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Um homem de 63 anos foi detido e sujeito a pulseira electrónica por ameaçar de morte a sua companheira, anunciou a GNR de Viseu. O caso aconteceu no concelho de Sernancelhe.
Segundo as autoridades, a patrulha recebeu o alerta via 112 cerca das 23h30 da última segunda-feira.
Quando os agentes chegaram ao local, o indivíduo não se calou e continuar a ameaçar a mulher de que lhe tirava a vida. Tudo isto à frente quer da patrulha, quer do filho do casal com 43 anos. “Foi de imediato detido”, esclareceu fonte da GNR que adiantou que sobre o suspeito não há antecedentes pelo mesmo tipo de crime.
No seguimento da ação policial, foi realizada uma busca domiciliária, e a GNR apreendeu mais de uma centena de munições de vários calibres, não tendo, no entanto, encontrado qualquer tipo de arma de fogo.
O detido foi no dia seguinte presente para primeiro interrogatório no Tribunal de Moimenta da Beira e o juiz aplicou-lhe como medida de coação a proibição de contactar, por qualquer forma ou meio, com a vítima, bem como afastamento da mesma, não podendo aproximarem-se num raio de 300 metros, com recurso a pulseira eletrónica.
E de acordo com os últimos dados oficiais, a violência doméstica, em Portugal, matou no primeiro semestre 16 mulheres e uma criança, mais de metade das vítimas de 2021, que registou 23 homicídios, cinco dos quais de homens e dois de menores, indicam estatísticas oficiais. As estatísticas constam no portal da violência doméstica da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Nos primeiros seis meses de 2022 foram apresentadas à PSP e GNR 14.363 queixas, o que corresponde a mais de metade das participações feitas em 2021, que totalizou 26.511.
De acordo com as estatísticas, entre janeiro e junho havia 2.310 reclusos por violência doméstica, o equivalente a mais de metade das pessoas que estavam presas pelo mesmo crime em 2021, que registou um total de 4.512 reclusos.
Nos primeiros seis meses do corrente ano, 1.855 pessoas cumpriam pena de prisão efetiva e 455 estavam em prisão preventiva, enquanto em 2021 havia 3.565 em prisão efetiva e 947 em prisão preventiva.
Na primeira metade do ano de 2022, a pulseira eletrónica foi aplicada como medida de coação a 1.553 pessoas, o equivalente a mais de metade do universo de 2021, que contabilizou 2.772 pessoas com o mesmo sistema de vigilância.
Os dados revelam que 3.211 vítimas de violência doméstica estavam em casas de acolhimento no primeiro semestre de 2022, o correspondente a mais de metade do total acumulado em 2021 (4.364).
A proteção conferida a vítimas por teleassistência abrangeu entre janeiro e junho 7.835 pessoas, praticamente metade do total do ano passado (15.785).
Quanto aos agressores, 6.049 foram integrados nos primeiros seis meses deste ano em programas a eles dirigidos, dos quais 523 na prisão e os restantes na comunidade (2021 totalizou 9.449 agressores nestes programas, incluindo 682 em meio prisional).
As autoridades lembram que a violência doméstica é crime público e denunciar é “uma responsabilidade coletiva”. Quem precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica pode apresentar queixa no Portal Queixa Eletrónica, em queixaselectronicas.mai.gov.pt, através do 112; nos posto da GNR e PSP ou na aplicação App MAI112 disponível e destinada exclusivamente aos cidadãos surdos, em http://www.112.pt/Paginas.