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A Câmara de Viseu considera “incompreensível” o fecho do Centro de Acolhimento Temporário (CAT), gerido pela Misericórdia local. A instituição vai encerrar a valência devido aos prejuízos de mais de 700 mil euros registados nos últimos cinco anos. Em causa, está um desajustamento financeiro entre o que a valência gasta e o que é comparticipado pelo Estado.
Em resposta, o presidente do município viseense, Fernando Ruas, disse esta quinta-feira aos jornalistas que não aceita o fecho do CAT e criticou a postura da tutela.
“Achamos incompreensível que uma estrutura que está aberta desde os anos 90 e tem o objetivo fundamental de dar resposta acolhendo de uma forma extremamente elevada 20 crianças de famílias destruturadas vê de repente o seu financiamento cortado e seja obrigada a fechar portas. Não percebemos isso nem percebemos que, sendo tudo da responsabilidade do Estado, este não paga convenientemente pelo menos para ressarcir os custos”, afirmou em declarações após a reunião do executivo.
O autarca acrescentou que a autarquia irá mostrar o seu desagrado ao Governo pelo encerramento do CAT.
A Santa Casa da Misericórdia de Viseu tinha denunciado o contrato do CAT com a Segurança Social, mas o seu provedor já assegurou ao Jornal do Centro que as crianças “não vão ficar desamparadas”.
Adelino Costa alegou que há um desajustamento financeiro entre o que esta valência gasta e o que é comparticipado pelo Estado, falando de uma situação “insuportável” e lamentando a falta de resposta da Segurança Social.
O CAT está em funcionamento desde os anos 90 e acolhe 20 crianças oriundas de famílias destruturadas, entregues pela Segurança Social. Segundo Adelino Costa, os prejuízos com a valência nos últimos cinco anos chegaram aos mais de 700 mil euros.
A situação vivida pelo CAT levou também os partidos com assento na Assembleia Municipal a manifestarem a sua preocupação, mostrando-se disponíveis para “tudo fazer para viabilizar esta resposta”.